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Máscaras voadoras: México usa drones para entregar EPIs a hospitais

Estratégia foi desenvolvida para acelerar entrega de suprimentos e eliminar risco de transmissão da Covid-19, após médicos protestarem por falta de proteção

Por Da Redação - 2 jul 2020, 19h41

No México, equipamentos de proteção individual estão chegando pelo ar. Uma empresa mexicana lançou um serviço de drones para entregar suprimentos médicos a hospitais durante a pandemia de coronavírus, para eliminar o risco de transmissão da Covid-19, doença respiratória causada pelo vírus.

A empresa Sincronia Logistica, na Cidade do México, passou a oferecer drones tripulados automaticamente para entregar equipamentos de proteção individual e outros suprimentos essenciais a hospitais públicos no estado central de Queretaro, ao norte da capital.

Os drones foram utilizados para entregar doações de álcool em gel, máscaras, luvas, protetores faciais de acrílico e outros suprimentos básicos para profissionais de saúde.

No fim de maio, profissionais da saúde realizaram protestos em todo o país por falta de equipamentos de proteção. Além de facilitar as entregas, os drones servem para impedir a disseminação do novo coronavírus, já que reduz o risco de contato com pessoas infectadas.

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Essa inovação ocorre enquanto o México enfrenta um aumento nas infecções e mortes causadas pela Covid-19. Agora, o país está em sexto lugar no número de óbitos, registrando um total de 28.510 nesta quinta-feira, e tem 231.770 casos – com um aumento de 5.700 na quarta-feira.

Segundo Juana Angelica Garcia, diretora do hospital público El Marques, na cidade de Queretaro, capital do estado, profissionais da saúde valorizam o serviço.

“Em uma situação em que você precisa de materiais médicos fornecidos rapidamente, sem arriscar a saúde das pessoas envolvidas, a entrega de drones se tornou uma opção abrangente e segura”, disse ela em comunicado.

O México navega a pandemia sem a adoção da testagem em massa. No início do surto, o presidente Andrés Manuel López Obrador, apelidado de AMLO, minimizou o coronavírus, demorando a implementar restrições no país. Agora, mesmo com o número de mortes em alta, o país se prepara para sair do lockdown.

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(Com Reuters)

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