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Marrocos lembra aniversário de sua própria ‘Primavera Árabe’

Por Abdelhak Senna 19 fev 2012, 17h26

Centenas de manifestantes lembraram o primeiro aniversário de um movimento de reforma, que surgiu na Primavera Árabe, em meio a pedidos por mais democracia no reino de Marrocos.

Em Casablanca, segunda maior cidade do país, cerca de 2.000 pessoas se reuniram, gritando “Fim da corrupção” e “Liberdade”, enquanto na capital Rabat, cerca de 1.000 foram às ruas para lembrar o famoso “movimento do dia 20 de fevereiro”, disseram jornalistas.

Um oficial da segurança falou em cerca de 1.000 manifestantes em todo o país, incluindo 150 em Casablanca.

Uma manifestação a favor do governo foi realizada em Rabat, perto do Parlamento, com dezenas de pessoas carregando imagens do rei Mohammed VI.

Traçando um caminho semelhante ao de movimentos como os da Tunísia e do Egito, que derrubaram ditadores no poder por um longo período por meio de protestos populares, os protestos levaram o rei Mohammed a oferecer uma reforma constitucional que reduziu seus poderes quase absolutos.

O movimento de 20 de Fevereiro perdeu muito de seu apoio em dezembro quando o moderado Partido islamita Justiça e Desenvolvimento (PJD), que conquistou a maioria das cadeiras parlamentares nas eleições de novembro, rompeu com ele.

O movimento, formado por trabalhadores e estudantes, quer uma Monarquia Parlamentar semelhante à da Espanha e o fim da corrupção no país, mas tem sido criticado por pedir um boicote tanto para as eleições para a nova Constituição quanto para as eleições gerais.

“Não há utilidade alguma o governo negociar com o M20 porque este não é um partido com órgãos que formulem políticas. É um movimento de protesto que quer justiça social em um país onde as desigualdades sociais são enormes”, de acordo com Omar Balafrej, presidente da fundação pró-democracia de Abderrahim Bouabid.

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