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Manifestantes pedem libertação de sequestrados na Colômbia

Bogotá, 6 dez (EFE).- Milhares de colombianos com camisetas brancas e bandeiras se manifestam por todo o país contra sequestros e violência, e pedem a liberdade de todos os reféns, com gritos que foram ouvidos em todas as praças.

‘Unir-nos em uma só voz é o ponto central’, disse à agência Efe Gelber Rodríguez, do grupo organizador ‘Colombia Soy Yo’, ao explicar que o objetivo das manifestações é a ‘exigência da liberdade imediata de todos os sequestrados e desaparecidos’.

Esse grito pela liberdade, escutado em todas as praças onde aconteceram as manifestações, foi ouvido com mais força na Praça de Bolívar, em Bogotá, onde foi registrado o maior movimento e reunião de familiares dos sequestrados.

Neste local, esperaram desde o início da manhã os familiares inscritos na Associação Colombiana de Familiares de Membros da Força Pública Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), liderados pelo líder Marleny Orjuela.

‘Estamos dizendo não ao resgate a sangue e fogo, e sim pela vida, a libertação dos sequestrados e a paz na Colômbia’, disse Orjuela à Efe, mensagem que recebeu o apoio de Patricia Trujillo Solarte, irmã do subintendente da Polícia Jorge Trujillo Solarte, sequestrado pela guerrilha das Farc em julho de 1999.

A irmã do policial pediu, além disso, ‘a libertação de todos os sequestrados, mas sãos e salvos’.

Johan Steven, filho do sargento maior do Exército José Líbio Martínez, assassinado em 26 de novembro pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após quase 14 anos de cativeiro, liderou a marcha em Pasto, capital do departamento de Nariño.

Martínez foi executado pelas Farc junto com os policiais Edgar Yesid Duarte Valero, Elkin Hernández Rivas e Álvaro Moreno no meio de operações militares.

Estas execuções incentivaram a realização destas manifestações, que são reflexo do desassossego do povo colombiano com a violência e os sequestros.

Para o ex-sequestrado Sigifredo López, que recuperou a liberdade em fevereiro de 2009 após quase sete anos em poder das Farc, estas mobilizações são muito úteis ‘porque é uma forma de dizer aos violentos que rejeitamos suas ações’.

Em conversa com à Efe, López lembrou a esperança que sentiu com ‘o apoio dos colombianos através do rádio’ e reconheceu que sua libertação aconteceu ‘graças à pressão do povo’. EFE