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Malásia informa que destroços são ‘muito provavelmente’ do voo MH370

O pedaço do avião, de cerca de três metros de comprimento, está muito danificado devido ao tempo que ficou no mar e será enviado à França para exames técnicos

Por Da Redação - 30 jul 2015, 08h06

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, informou nesta quinta-feira que os destroços de um avião encontrados na Ilha Reunião, no oceano Índico, são “muito provavelmente” do voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu em março de 2014. Os pedaços de fuselagem estão em mau estado de conservação devido à ação corrosiva do mar e serão encaminhados à França para análises técnicas que poderão confirmar se eles pertencem ao Boeing 777 que desapareceu com 239 pessoas a bordo.

A declaração do primeiro-ministro representa uma mudança na postura malaia em relação ao episódio. Nesta quarta, logo após a descoberta dos destroços, o governo malaio avaliou que criar “falsas esperanças” não seria justo com os familiares das vítimas e o Ministério de Transportes da Malásia informou que era “prematuro” afirmar que os destroços pertencem ao avião da Malaysia Airlines.

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Também nesta quinta, autoridades da Austrália afirmaram que os destroços estão nas coordenadas onde os especialistas acreditam que o voo MH370 da Malaysia Airlines pudesse estar. “Caso sejam identificados como partes do MH370, seria consistente com as análises que mostram que o avião está naquela rota do Oceano Índico”, disse o vice-primeiro-ministro da Australia, Warren Truss. “Os destroços estão sendo examinados por especialistas para determinar suas origens”, acrescentou Tuss. O pedaço do avião, de cerca de três metros de comprimento, foi localizado por empregados de uma associação local dedicada à limpeza do litoral da Ilha de Reunião, um departamento ultramar francês no Índico próximo de Madagascar.

O avião da Malaysia Airlines desapareceu em 8 de março de 2014 após mudar de rumo em uma “ação deliberada”, segundo os analistas, apenas 40 minutos depois de ter decolado de Kuala Lumpur com direção a Pequim e que alguém desligasse os sistemas de comunicação.

A bordo da aeronave viajavam 153 chineses, 50 malaios, sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês, um taiwanês e dois iranianos.

(Da redação)

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