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Mais de mil mortos em terremoto na Indonésia, diz ONU

Por Da Redação - 1 out 2009, 14h54

Mais de mil pessoas morreram no terremoto na ilha de Sumatra, na Indonésia, anunciou nesta quinta-feira o secretário-geral adjunto da ONU para assuntos humanitários, John Holmes.

“Os últimos dados que temos sugerem que o balanço de mortos já subiu para 1.100”, afirmou Holmes à imprensa. “Também há centenas de feridos e temo que estas cifras aumentem”, acrescentou. Contudo, os números oficiais confirmados pelas autoridades locais falam em 770 mortes.

As equipes de socorro prosseguiram nesta quinta-feira com as tentativas de encontrar sobreviventes sob os escombros da cidade de Padang, na ilha indonésia de Sumatra – local mais atingido pelo tremor de 7,6 graus na escala Richter, registrado na tarde de quarta-feira.

“Acreditamos que morreram milhares de pessoas”, enfatizou o coordenador do grupo de emergência do Ministério da Saúde, Rustam Pakaya. As equipes de resgate correm contra o tempo para tentar encontrar sobreviventes. As operações são dificultadas pela chuva e falta de equipamentos para remover os escombros.

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Vários habitantes decidiram abandonar Padang, grande cidade portuária de quase um milhão de habitantes no Oceano Índico, pelo temor de que possa haver um tsunami. O medo tem fundamento, já que a terra voltou a tremer na manhã desta quinta-feira na região, com um terremoto de 6,8 graus, 150 quilômetros ao sul de Padang.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, ordenou o envio imediato de ajuda às vítimas por avião ou barco, já que muitas rodovias estão interrompidas por desmoronamentos. “Enviamos 200 médicos e enfermeiras, oito toneladas de medicamentos, oito toneladas de alimentos e barracas”, informou.

O governo também desbloqueou 26 milhões de dólares para ajudar os mais afetados, enquanto alguns países, como Japão e Suíça, anunciaram o envio de equipes especializadas.

Mais tragédias – O terremoto na Indonésia aconteceu poucas horas depois de outro, de 8 graus, que afetou o arquipélago das Samoas, gerando um tsunami que matou pelo menos 150 pessoas nesta área do Pacífico Sul. Pequenas localidades costeiras foram devastadas por ondas que atingiram oito metros, no arquipélago integrado pelo estado independente de Samoa, com 219.000 habitantes, e pela Samoa Americana, administrada por Washington, com 65.000 habitantes. O maremoto também afetou o arquipélago vizinho de Tonga.

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Mas a sequência de desastres naturais é ainda maior. Pelo menos outros três países da Ásia – Filipinas, Vietnã e Camboja – foram castigados no fim de um setembro negro para o continente. Para completar a situação calamitosa, o sudeste asiático ainda se prepara para a passagem de outro tufão, o Parma, nos próximos dias. O tufão anterior, o Ketsana, matou pelo menos 380 pessoas, incluindo 277 nas Filipinas e 92 no Vietnã.

Além da possibilidade de aumento no número de mortos em decorrência do terremoto na Indonésia, também podem crescer as estatísticas de vítimas do tufão Ketsana nas Filipinas, já que há pelo menos 42 desaparecidos. Mais de 2,5 milhões de pessoas foram afetadas e 700.000 permanecem desabrigadas.

A série de desastres naturais atinge uma região acostumada a enormes tragédias desse tipo. A maior delas ocorreu em 26 de dezembro de 2004, quando um terremoto submarino de 9,1 graus nas costas de Sumatra gerou um tsunami que matou 220.000 pessoas nos países do Oceano Índico, sendo 168.000 pessoas na Indonésia.

(Com agência France-Presse)

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