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Mais de 216.000 foram abusados por membros da Igreja Católica na França

Conclusão foi divulgada por Comissão Independente sobre os Abusos Sexuais na Igreja (Ciase) nesta terça-feira, 5

Por Da Redação 5 out 2021, 10h44

Uma comissão criada pela Conferência Episcopal da França concluiu que cerca de 216.000 pessoas sofreram abusos sexuais no país, cometidos por integrantes da Igreja Católica desde 1950. O presidente do órgão, Jean-Marc Sauvé, revelou nesta terça-feira, 5, em entrevista coletiva, que se forem somados os casos envolvendo funcionários laicos, que trabalham em instituições ligadas à Igreja Católica, o número de vítimas pode chegar a 330.000.

As conclusões apontam que a igreja é o terceiro local onde mais acontecem abusos sexuais contra menores de idade na França, atrás apenas das próprias famílias e dos círculos de amigos.

Sauvé afirmou que, ao longo de quase três anos de trabalho da comissão, criada em 2018, após vários escândalos na Igreja Católica, foram identificados, aproximadamente, 3.000 religiosos que cometeram abusos sexuais. Segundo o grupo, 56% dos crimes identificados aconteceram entre 1950 e 1969, enquanto que, entre as décadas de 1970 e 1980 abrangem 22% dos casos, enquanto desde então, são outros 22%.

Sauvé explicou que essa tendência seria justificada pela redução do número de clérigos ao longo do tempo e da presença de público em ambientes religiosos. Apesar disso, o presidente da comissão garantiu que “o problema não está resolvido”.

O representante da equipe de investigação acusou a Igreja Católica de negligência no tratamento dos casos e por ter “mantido clérigos acusados” de comportamento inadequado com crianças, apesar de denúncias recebidas.

O papa Francisco se manifestou por meio de comunicado sobre as conclusões divulgadas pela comissão montada para verificar os casos de abuso sexual na França e pediu perdão em nome da Igreja Católica. “O pensamento vai, sobretudo, para as vítimas, com grande dor, por suas feridas, e agradecimento pela valentia na denúncia, e para a Igreja na França, porque, na consciencia dessa terrível realidade, unida ao sofrimento do Senhor por seus filhos mais vulneráveis, possa embarcar em um caminho de redenção”, afirmou.

(Com EFE)

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