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Mais de 200 imigrantes salvos perto de ilha de Lampedusa

Africanos e paquistaneses tentavam entrar na Itália em um barco superlotado

Por Da Redação - 2 jan 2014, 11h58

Mais de 200 imigrantes africanos e paquistaneses foram resgatados pela Marinha italiana quarta-feira à noite ao sul da ilha de Lampedusa, anunciaram nesta quinta-feira as autoridades. A frágil embarcação, com 10 metros de comprimento e sem coletes salva-vidas, estava lotada e foi localizada às 19h30 (16h30 no horário de Brasília) a cerca de 80 milhas (130 km) da ilha por helicópteros militares. “Dado o fato de que o mar estava agitado, o elevado número de pessoas no barco e as condições precárias de navegação, um procedimento de emergência foi lançado às 20h11 (17h00 no horário de Brasília)”, explica um comunicado da Marinha.

O resgate dos 233 imigrantes, incluindo sete mulheres, pelo San Marco, um navio militar, foi realizado imediatamente. Originários da Eritreia, Nigéria, Somália, Zâmbia e Paquistão, os imigrantes foram resgatados com vida. De acordo com uma porta-voz da Marinha, “os imigrantes estavam com frio, mas sua condição não foi considerada crítica”. “Por indicação do Ministério do Interior”, foram levados para o porto de Augusta, na ilha italiana da Sicília.

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Milhares de imigrantes da África subsaariana, e também na Ásia Central e do Oriente Médio, tentam entrar todos os anos no que acreditam ser o ‘Eldorado europeu’, pagando milhares de euros a atravessadores inescrupulosos. No início de outubro, pelo menos 400 pessoas, incluindo muitas mulheres e crianças, morreram em dois naufrágios na região de Lampedusa, a entrada principal de imigrantes que chegam à Europa a partir da África.

Para evitar a repetição de tais tragédias, o governo italiano lançou em meados de outubro a operação “Mare Nostrum” – nome dado ao Mediterrâneo pelo Império Romano- para fortalecer a sua presença militar na área.

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(Com agência France-Presse)

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