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Mais de 100 pessoas morrem em ataques do Exército sírio

Segundo ativistas, que citam fontes médicas, ao menos 59 foram identificadas

Por Da Redação - 31 jul 2011, 10h30

Pelo menos 95 pessoas foram mortas em ataques do Exército sírio em Hama, cidade da região central da Síria, informou um novo balanço do Observatório Sírio para Direitos Humanos (OSDH), citando fontes médicas. Entre os mortos, ao menos 59 já foram identificados. Outros ataques, nas cidades de Deir al-Zor (leste) e al Herak (sul), também deixaram pelo menos nove mortos.

“As forças do Exército e da segurança invadiram Hama nesta manhã e abriram fogo contra civis, matando 95 e deixando dezenas de pessoas feridas”, denunciou Rami Abdel Rahmane, presidente da OSDH, em entrevista por telefone. Tais forças tentam há semanas dominar essa cidade rebelde situada 210 quilômetros ao norte de Damasco, onde ocorrem várias manifestações contra o regime de Bashar al Assad.

O grupo da oposição divulgou pelo menos 59 óbitos pela rede social Facebook, sem dar detalhes sobre o número total de vítimas, no que parece ser um dos dias mais violentos da repressão contra os manifestantes que pedem a queda do presidente.

Mais mortes – Além das mortes em Hama, seis pessoas morreram e 50 ficaram feridas pelos tiros das forças de segurança em Deir al-Zor, ocupada pelo exército desde sábado, segundo Rahmane. Em al Herak, região sul de Dereaa, três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

Desde o início da rebelião contra o regime de repressão, os confrontos já deixaram mais de 1.900 mortos, incluindo mais de 1.500 civis, segundo um balanço da OSDH. Mais de 12.000 pessoas foram presas, segundo ainda a OSDH.

(Com agências EFE e France-Presse)

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