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Mais 4 milhões de sírios devem fugir da guerra em 2014

Estimativa foi elaborada pela ONU; organização deve fazer novo apelo para conseguir ajuda aos refugiados

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que mais 4,25 milhões de sírios vão se tornar refugiados em 2014 por causa da guerra civil que assola o país há dois anos e meio. Até o momento, dois milhões de sírios fugiram do país e outros quatro milhões se deslocaram nas fronteiras internas, segundo estimativas da ONU. A população do país era de 23 milhões antes da guerra.

A estimativa foi elaborada após uma reunião entre autoridades de dez órgãos da ONU, da Organização Internacional para a Migração e de dezoito outras agências humanitárias. O encontro ocorreu na Jordânia em 26 de setembro, mas os resultados só foram publicados nesta segunda-feira. As agências vão aproveitar os números para preparar o lançamento de um novo pedido de ajuda para as vítimas do conflito.

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“O cenário mais provável a ser percebido foi a continuação e escalada do conflito, com maior fragmentação, perturbação dos serviços essenciais e erosão dos mecanismos para lidar com a situação”, disseram funcionários da agência humanitária Ocha, ligada à ONU, segundo sumário da reunião divulgado em um site da ONU. A Ocha prevê que até 8,3 milhões de sírios estejam em dificuldades até o final de 2014, um aumento de 37% em relação a 2013.

Segundo estimativas anteriores, só até dezembro de 2013, o número de refugiados fora da Síria deve chegar a 3,2 milhões, ou um milhão a mais do que atualmente, segundo os participantes da reunião.

Até agora, a maior parte dos refugiados sírios encontrou abrigo no Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque. O documento disse que o planejamento relativo às necessidades dos refugiados para 2014 também incluirá os sírios que chegarem à Europa e ao norte da África.

O Acnur (agência da ONU para refugiados) disse que 17 países, sendo doze na Europa, estão envolvidos em um programa para reassentar refugiados. Sem uma perspectiva sólida de pacificação da Síria, as agências humanitárias começaram a desviar seu foco para as necessidades de longo prazo dos refugiados, em vez de apenas se preocuparem em atender suas necessidades humanitárias imediatas.

(Com agência Reuters)