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Maduro prende lojistas acusados de ‘provocar filas’

Economistas afirmam que a escassez é resultado da péssima condução econômica do país, que limita importações e tem a produção interna em queda

Por Da Redação 2 fev 2015, 08h32

A Venezuela prendeu os proprietários de uma rede de lojas chamada Farmatodo acusados de provocarem filas intencionalmente para aumentar a raiva da população com o governo socialista, disse o presidente Nicolás Maduro neste domingo.

A escassez crônica de produtos básicos, incluindo farinha, óleo, frango e fraldas, tem provocado filas enormes que, em alguns casos, dão a volta no quarteirão e se tornaram um pesadelo para os venezuelanos. A maioria dos economistas afirma que a culpa é do rígido controle cambial que restringe os dólares para importações, além da queda da produção interna.

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Maduro, no entanto, acusa empresários gananciosos da elite de travarem uma “guerra econômica” para tentar derrubar seu governo. “Nós detectamos que uma famosa rede de lojas estava conspirando, irritando as pessoas”, disse Maduro a uma plateia de apoiadores e soldados. “Nós chegamos, normalizamos as vendas, convocamos os proprietários e agora eles estão presos por terem provocado as pessoas”, disse o presidente, sob aplausos, acrescentando que o governo vai assumir o comando dos mercados. Segundo Maduro, as lojas reduziram intencionalmente o número de caixas para provocar filas.

A rede Farmatodo emitiu um comunicado afirmando que seu departamento jurídico está tomando conta do caso e confirmou que os executivos da empresa “foram convidados a dar declarações no Sebin” – o Serviço Bolivariano de Inteligência. Até o momento, segundo reporta o jornal El Nacional, permanecem detidos o presidente da Farmatodo, Pedro Luis Angarita, o gerente de Relações Institucionais da cadeia, Gonzalo Azuaje, e um outro gerente não identificado. Uma fonte ouvida pelo jornal que preferiu não identificar disse que o governo também prepara uma ocupação na cadeia de supermercados Dia a Dia.

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