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Maduro exclui principais partidos de oposição das presidenciais

Opositores se recusaram a participar das eleições municipais, nas quais os chavistas conquistaram 300 das 335 prefeituras que estavam em disputa

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, garantiu que os partidos dos opositores Henrique Capriles e Leopoldo López, entre outros, serão excluídos da eleição presidencial de 2018 por se negarem a concorrer nas eleições municipais deste domingo. Conforme esperado, os chavistas saíram vitoriosos do pleito.

“Partido que não tiver participado hoje e que tenha convocado o boicote das eleições não pode mais participar. Esse foi o critério que a Assembleia Nacional Constituinte estipulou”, disse Maduro, em entrevista coletiva, depois de votar em Caracas.

Segundo ele, tanto o Primeiro Justiça (partido de Capriles) quanto o Vontade Popular (de López) “desapareceram do mapa político” por sua decisão de se afastar das eleições. “Não posso entender que um grupo de dirigentes políticos da direita tenha se retirado. Se não querem eleições, para onde vão? Qual é a alternativa? As armas? A guerra?”, questionou Maduro, na mesma entrevista coletiva.

Três dos principais partidos opositores que fazem parte da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) se negaram a participar da eleição por “falta de garantias”. Muitos eleitores críticos ao governo chavista também foram tomados pelo ceticismo e decidiram não participar.

Sem clima eleitoral nas ruas, as filas curtas foram o denominador comum nos postos de votação de Caracas e de cidades como San Cristóbal, região oeste do país. O índice de comparecimento às urnas, segundo o Poder Eleitoral, foi de 47,3% (9,1 milhões de eleitores). Ainda assim, Maduro garantiu que a participação nas eleições foi “extraordinária”.

Segundo Maduro, seu partido, o Partido Socialista Unido (PSUV), ganhou 300 das 335 prefeituras que estavam em disputa nas eleições municipais deste domingo. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), também chavista, confirmou a informação.

“Quero agradecer ao povo da Venezuela, porque, mais uma vez, está indo às seções”, disse ele, acompanhado da primeira-dama, Cilia Flores; da presidente da Assembleia Constituinte, Delcy Rodríguez, e da candidata à prefeitura do município Libertador – onde Maduro vota -, Érika Farías.

“Desde já temos que nos preparar para as eleições presidenciais, porque vai ser uma grande festa eleitoral”, afirmou um otimista Maduro, após votar em uma escola no bairro popular de Catia, em Caracas, também deserto.

De acordo com as primeiras informações divulgadas pelo CNE, o PSUV conquistou 22 das 23 capitais dos estados do país, e além disso ganhou a prefeitura de Libertador de Caracas, onde ficam os poderes do Estado. Gustavo Delgado, candidato do partido Copei à prefeitura de San Cristóbal, cidade na fronteira com a Colômbia, foi o único opositor que venceu na capital de um estado venezuelano, Tàchira.

(Com AFP e EFE)

Comentários

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  1. Eduardo Alves

    Se o povo está de fato indo ás urnas, sendo que só tem partido do governo, então essa vitimização do pobre coitado cidadão sofredor da Venezuela é pura fantasia.

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  2. O golpe da direita apoiado pelos americanos não prosperou na Venezuela como ocorreu no Brasil e Honduras. Maduro é duro na queda.

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  3. Helliton Soares Mesquita

    Tem mais chance, que uma eleição que ninguém participe, enfraqueça o maduro. Burros, somos nós que vamos votar, achando que vai resolver alguma coisa.

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  4. Definitivamente Louco

    Esta na hora de pegar esses políticos da américa latrina e fazer o que fizeram com Mussolini.

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