Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Lula questiona oposição da Venezuela usando comparação com Bolsonaro

Presidente diz que 'nada vale' nas urnas se oposição local 'tiver o mesmo comportamento que a daqui'; governo Maduro marcou pleito para 28 de julho

Por Da Redação
Atualizado em 8 Maio 2024, 12h36 - Publicado em 6 mar 2024, 14h11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou a legitimidade da oposição na Venezuela nesta quarta-feira, 6, fazendo uma comparação com seu rival político Jair Bolsonaro (PL). O petista disse que “nada vale” se o adversário do atual presidente, Nicolás Maduro, tiver o mesmo comportamento que a oposição ao seu governo no Brasil.

O mandatário brasileiro deu a declaração a jornalistas em Brasília, pouco antes de receber o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchéz, no Palácio do Planalto. Ele havia sido perguntado se confiava em que as eleições na Venezuela seriam justas e livres e se a corrida eleitoral teria outros candidatos que não Maduro.

“O que eles (Venezuela) me disseram, da reunião que tive na Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), é que vão convidar olheiros do mundo inteiro. Mas se o candidato da oposição tiver o mesmo comportamento que o nosso aqui, nada vale”, disse Lula.

Muy amigos

Desde que venceu as eleições em 2022, Lula fez uma série de acenos a Maduro. Recebeu-o em Brasília para a primeira visita do ditador venezuelano ao país desde 2015, às margens da cúpula da Celac. Depois de uma série de abraços e tapinhas nas costas, Lula descreveu seu convidado, que em 2020 foi acusado pelo governo dos Estados Unidos de “narcoterrorismo”, como vítima de “uma narrativa construída de autoritarismo”.

Continua após a publicidade

Declarou ainda “absurdo” rotular Maduro de líder ilegítimo, visto que foi “eleito pelo povo”; um argumento que evita o contexto das eleições de 2018, que 60 governos em todo o mundo declararam terem sido marcadas por fraude.

Inabilitação da oposição

A Comissão Nacional Eleitoral da Venezuela confirmou na terça-feira, 5, o dia em que o país terá eleições presidenciais, 28 de julho, data de nascimento de Hugo Chávez, líder do país até sua morte, em 2013, e mentor político de Maduro. O dia escolhido para o anúncio, 5 de março, por sua vez, é a data em que o ex-presidente faleceu.

Isso dá pouco espaço de manobra a María Corina Machado, a engenheira civil que venceu as primárias da oposição no ano passado, para escolher uma candidatura unificada contra Maduro, com acachapantes 99% dos votos. Uma pesquisa realizada em novembro revelou que ela ganharia 70% dos votos numa disputa com o atual líder do país, que ficaria com apenas 9%.

Continua após a publicidade

Por isso, não foi nenhuma surpresa quando, em 27 de janeiro, o Supremo venezuelano, cheio de comparsas de Maduro, ratificou uma proibição contra a política, barrada de concorrer a cargos públicos por 15 anos.

Isso deve impedi-la de disputar a Presidência neste ano – a não ser que uma grande reviravolta ocorra.

Neste ano, Maduro intensificou ainda mais a repressão contra opositores na Venezuela. Além da inabilitação de Machado, o governo expulsou a agência das Nações Unidas de direitos humanos do país e também mandou tirar do ar o sinal da emissora alemã Deutsche Welle, que havia recentemente veiculado denúncias contra o alto escalão do regime.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.