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Liga Árabe também reconhece nova coalizão opositora síria

Ministros árabes convocaram correntes da oposição síria a se unir à aliança

Após os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico reconhecerem a legitimidade da recém criada Coalizão Nacional Síria das Forças de Oposição e da Revolução (CNFROS), os 21 países-membros ativos da Liga Árabe – a Síria, vigésimo segundo integrante, está suspensa desde novembro do ano passado – manifestaram nesta segunda-feira que consideram a organização representante da oposição ao ditador Bashar Assad. O bloco, no entanto, não reconheceu a nova coalizão como “representante legítimo” do povo sírio, mas como “negociador primário” dos opositores.

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Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Reunidos em uma sessão extraordinária no Cairo, os ministros das Relações Exteriores árabes convocaram as demais correntes da oposição síria a se unir à nova aliança, controlada pelo Conselho Nacional Sírio (CNS), até agora o principal organismo dos opositores.

Da mesma forma, os países da Liga Árebe pediram à CNFROS – formada em Doha, no Catar, neste domingo – que atenda a todas as sensibilidades da sociedade síria “sem exceção nem discriminação”, segundo um comunicado divulgado no final da reunião. Os países árabes instaram também outras organizações regionais e internacionais a reconhecer a CNFROS como representante da oposição.

Presidida pelo clérigo moderado Ahmed Muaz al Khatib, que atuava em Damasco, a nova coalizão seguirá dominada pelo CNS e aspira acabar com a divisão da oposição, apesar de ter não conseguido aglutiná-la completamente. Segundo sua ata de fundação, a CNFROS se compromete a “não negociar nem conversar com o regime” de Assad até sua queda. Além disso, contempla a formação de um governo de transição após obter o reconhecimento internacional.

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O governo dos Estados Unidos também expressou nesta segunda seu apoio à nova aliança opositora, após ter afirmado que o CNS perdeu sua legitimidade. Os protestos contra o regime de Assad tiveram início em março de 2011 e, desde então, têm sido violentamente reprimidos pelas forças de segurança. A guerra civil no país já deixou 38.000 mortos, segundo organizações humanitárias.

(Com agências France-Presse e EFE)