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Líderes tentam aparar arestas em encontro

Por Da Redação 16 dez 2008, 07h26

ReutersChefes de estado e representantes de 33 países participam a partir desta terça-feira, no balneário baiano da Costa do Sauípe, da Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc). Entre os objetivos do encontro está a integração e o desenvolvimento da região, em um contexto de desentendimentos entre vizinhos e crise financeira global.

Serão dois dias de discussões, que deverão englobar questões diplomáticas pendentes entre diversos países. No que diz respeito ao Brasil, principal economia da região, estão em pauta o pagamento de um empréstimo ao Brasil pelo Equador e a revisão de valores da dívida da usina de Itaipu, a pedido do Paraguai. Além disso, o país ainda deve resolver outras divergências com Bolívia e Argentina.

Fora da esfera brasileira, há ainda o impasse entre Uruguai e Argentina para a escolha do próximo secretário-geral da Unsaul (União das Nações Sul-Americanas). O governo uruguaio ameaça abandonar o grupo se o ex-presidente argentino Nestor Kirchner se candidatar ao cargo. Outra contenda se refere à construção de uma fábrica de papel e celulose às margens do rio Uruguai, na fronteira entre os dois países.

A Calc será a primeira cúpula de líderes da América Latina e do Caribe a ser realizada sem emissários dos Estados Unidos, Portugal e Espanha. Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim (foto), o acontecimento é uma demonstração de “grande maturidade” das nações da região. “Eu acho que a América Latina e o Caribe estão dando uma demonstração de grande maturidade envolvendo países de todos os matizes ideológicos que têm em comum o desejo de integrar a América Latina e o Caribe como um espaço próprio”, disse Amorim, nesta segunda.

Além da Calc, Sauípe sedia também encontros do Mercosul, da Unasul e do Grupo Rio.

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