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Líderes mundiais cumprimentam Bolsonaro e falam em ‘trabalhar juntos’

Nicolás Maduro, Vladimir Putin, Evo Morales e Marine Le Pen foram alguns dos políticos que parabenizaram o presidente eleito do Brasil

Por Da Redação - Atualizado em 29 out 2018, 10h05 - Publicado em 29 out 2018, 08h45

Diversos chefes de Estado e líderes regionais se manifestaram nesta segunda-feira (29) sobre a vitória de Jair Bolsonaro, eleito o próximo presidente do Brasil. O americano Donald Trump ligou pessoalmente para o candidato do PSL, enquanto outros parabenizaram Bolsonaro pelas redes sociais.

Os líderes bolivarianos Nicolás Maduro (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia) falaram em “retomada nas relações” e “laços de integração” entre os países vizinhos com o Brasil. Já o presidente russo Vladimir Putin ressaltou a “cooperação mutuamente benéfica entre os dois países”. Confira, abaixo, algumas das manifestações.

Donald Trump (Estados Unidos)

O presidente americano ligou para Bolsonaro pouco após a confirmação da vitória para parabenizá-lo. A conversa foi traduzida por André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, que é fluente em inglês. Segundo pessoas que estavam presentes na casa de Bolsonaro, o presidente americano parabenizou o capitão da reserva e o convidou para visitar os Estados Unidos.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, ambos assumiram o compromisso em “trabalhar lado a lado para melhorar as vidas das populações dos Estados Unidos e do Brasil e, como líderes regionais, das Américas.”

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Nicolás Maduro (Venezuela)

Em nota, Nicolás Maduro parabenizou “o povo” do Brasil “por ocasião da realização cívica” do segundo turno do pleito presidencial. O governante também lembrou que seu governo “ratifica o compromisso de continuar trabalhando” com os brasileiros “na luta por um mundo mais justo, multicêntrico e pluripolar, no qual prevaleça a livre autodeterminação dos povos e a não ingerência nos assuntos internos”.

O venezuelano também pediu a Jair Bolsonaro para que retome as “relações diplomáticas de respeito” entre a Venezuela e o Brasil. “O Governo Bolivariano aproveita a ocasião para exortar ao novo presidente eleito do Brasil para retomar, como países vizinhos, o caminho das relações diplomáticas de respeito, harmonia, progresso e integração regional, pelo bem-estar de nossos povos”, escreveu Maduro em comunicado divulgado no Twitter pelo chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza.

Vladimir Putin (Rússia)

Em um telegrama enviado a Bolsonaro, o presidente da Rússia parabenizou o presidente eleito do Brasil e manifestou seu desejo de desenvolver ainda mais as relações russo-brasileiras, que qualificou de “construtivas”. Segundo o Kremlin, Putin escreveu que “aprecia muito a experiência tão significativa de cooperação mutuamente benéfica em vários campos entre os dois países como parte de uma associação estratégica”.

O russo expressou ainda “sua confiança no desenvolvimento de toda a gama de relações russo-brasileiras, assim como na cooperação construtiva no âmbito das Nações Unidas, do G20, dos Brics e de outras estruturas multilaterais em interesse dos povos da Rússia e do Brasil”, indicou o Kremlin.

Evo Morales (Bolívia)

O presidente da Bolívia usou sua conta no Twitter para saudar “o povo irmão do Brasil pela sua participação democrática no segundo turno das eleições presidenciais”. Morales, historicamente ligado ao ex-presidente Lula, evitou parabenizar diretamente o novo presidente brasileiro e se limitou a estender-lhe o “reconhecimento” da Bolívia.

“Cumprimentamos o povo irmão do Brasil pela sua participação democrática no segundo turno das eleições presidenciais nas quais foi eleito Jair Bolsonaro, a quem estendemos nosso reconhecimento. Bolívia e Brasil são povos irmãos com laços profundos de integração”, acrescentou o presidente boliviano na sua conta na rede social.

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Emmanuel Macron (França)

O presidente da França, Emmanuel Macron, também parabenizou Jair Bolsonaro por sua vitória e disse que quer que os dois países mantenham sua associação estratégica baseada em “valores comuns de respeito e de promoção dos princípios democráticos”.

Em uma declaração divulgada pelo Palácio do Eliseu, Macron afirmou que a França quer continuar sua cooperação “respeitando esses valores” para enfrentar “os grandes desafios contemporâneos de nosso planeta, tanto no campo da paz e da segurança internacional como no da diplomacia ambiental e dos compromissos do Acordo de Paris sobre o clima”.

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Marine Le Pen (França)

A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, desejou “boa sorte” ao presidente eleito do Brasil. “Os brasileiros acabam de castigar a corrupção generalizada e a aterrorizante criminalidade que prosperaram durante os governos de extrema esquerda”, afirmou a presidente do Agrupamento Nacional (RN, antiga Frente Nacional), no Twitter. “Boa sorte ao presidente Bolsonaro que terá de restabelecer a situação econômica, de segurança e democrática muito comprometida do Brasil”, completou.

Mauricio Macri (Argentina)

O presidente argentino se manifestou pelo Twitter com uma curta e diplomática mensagem. “Parabéns a Jair Bolsonaro pelo triunfo no Brasil! Desejo que logo trabalhemos juntos para a relação entre nossos países e pelo bem-estar de argentinos e brasileiros”, escreveu o presidente argentino.

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Pedro Sánchez (Espanha)

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou neste domingo que o Brasil “decidiu o seu futuro para os próximos anos”, mas não parabenizou Jair Bolsonaro pela vitória no segundo turno das eleições presidenciais.

“O povo brasileiro decidiu o seu futuro para os próximos anos. Os desafios serão enormes. #Brasil sempre contará com a Espanha para conseguir uma América Latina mais igualitária e mais justa, a esperança que há de iluminar as decisões de qualquer governante”, publicou o governante no Twitter pouco depois do anúncio do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Alemanha

O governo alemão expressou sua vontade de manter a “boa cooperação” com o Brasil após a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, mas disse as ações de seu país serão avaliadas em função da atuação do presidente eleito uma vez que ele assumir a chefia do Estado de um país de “grande importância” para a Alemanha.

“O Brasil é o maior país da América Latina e um parceiro de grande relevância para a Alemanha”, destacou o porta-voz do governo, Steffen Seibert, que se mostrou cauteloso na hora de avaliar a vitória eleitoral de Bolsonaro.

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China

O governo de Pequim também felicitou Bolsonaro por sua vitória na eleição presidencial. Segundo o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, a China vai continuar a “aprofundar a cooperação mutuamente benéfica e a promover o desenvolvimento comum de ambos os países para beneficiar os dois povos”.

Embora Bolsonaro tenha prometido implementar reformas de livre mercado no país, o presidente eleito disse que sua promessa de privatização não se estenderia às atividades centrais da Petrobras e da Eletrobras, destacando a China como uma preocupação.

Lenín Moreno (Equador)

O presidente do Equador parabenizou o brasileiro pela vitória nas eleições presidenciais pelo Twitter. “Mais felicitações ao povo brasileiro por esta nova façanha democrática. Os melhores augúrios para o novo presidente Jair Bolsonaro”, escreveu Moreno. O governante equatoriano manifestou confiança em poder “fortalecer os tradicionais laços de amizade e trabalho entre as duas nações” a partir de 1º de janeiro de 2019, quando Bolsonaro tomará posse.

Matteo Salvini (Itália)

O líder da extrema-direita na Itália e ministro do Interior do país, saudou a vitória de Jair Bolsonaro e afirmou que aguarda a extradição do ex-militante de esquerda Cesare Battisti, condenado por assassinato na Itália.

“No Brasil os cidadãos expulsaram a esquerda! Bom trabalho para o presidente Bolsonaro, a amizade entre nossos povos e governo será ainda mais forte”, escreveu no Twitter. “E depois de anos de discursos vãos, pediria que reenvie para Itália o terrorista vermelho Battisti”, completou. Durante a campanha presidencial, Bolsonaro, eleito no domingo, se comprometeu a extraditar Battisti.

Cesare Battisti, 63 anos, foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, dos quais se declara inocente. Passou quase 30 anos como fugitivo entre México e França, onde desenvolveu uma carreira de sucesso como escritor de livros policiais, antes de fugir para o Brasil em 2004.

Em 2010, a justiça autorizou a extradição para a Itália, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu o estatuto de refugiado político. Nos últimos anos, Roma multiplicou os pedidos de extradição deste símbolo dos “anos de chumbo” na Itália.

Iván Duque (Colômbia)

“Cumprimentamos @jairbolsonaro, novo Presidente do #Brasil, eleito democraticamente. Nosso desejo para que esta nova etapa do país vizinho seja de bem-estar e união. Esperamos continuar nossa relação de irmandade para fortalecer vínculos políticos, comerciais e culturais”, escreveu pelo Twitter o presidente colombiano, Iván Duque.

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Sebastián Piñera (Chile)

“Cumprimento o povo brasileiro por uma eleição limpa e democrática. Cumprimento @jairbolsonaro por sua grande vitória eleitoral. Convido-o a visitar o Chile e estou certo de que trabalharemos com vontade, força e visão de futuro a favor do bem-estar dos nossos povos e da integração”, disse o presidente chileno, Sebastián Piñera, pelo Twitter.

Martín Vizcarra (Peru)

“Cumprimento @jairbolsonaro por sua eleição a presidente do Brasil e lhe desejo os maiores êxitos em sua gestão. Expresso minha disposição de trabalhar juntos para aprofundar nossa fraterna relação bilateral”, escreveu o presidente peruano Martín Vizcarra no Twitter.

Enrique Peña Nieto (México)

“Em nome do povo e do Governo do México, cumprimento @jairbolsonaro por sua eleição como Presidente da República Federativa do Brasil, em uma jornada exemplar, que reflete a fortaleza democrática desse país”, cumprimentou o líder mexicano Enrique Peña Nieto, no Twitter.

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