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Líderes do G8 buscarão soluções à crise em momento delicado para Europa

Miriam Burgués.

Washington, 17 mai (EFE).- Os líderes do G8 iniciam nesta sexta-feira uma cúpula do bloco nos arredores de Washington para buscar soluções à crise econômica mundial em um momento delicado para a Europa, e tentarão obter consensos sobre Síria e Irã e impulsionar a segurança alimentar global.

‘(A cúpula) ocorre em um momento muito delicado a respeito da economia da zona do euro’, declarou nesta quinta-feira em entrevista coletiva o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Tom Donilon.

Como anfitrião da cúpula, que será realizada entre sexta-feira e sábado na residência presidencial de Camp David (Maryland), o chefe de Estado e de governo dos Estados Unidos, Barack Obama, deve liderar a discussão sobre ‘qual é o melhor enfoque para enfrentar a crise e qual seria o caminho sustentável para a recuperação na Europa’, destacou Donilon.

‘(Os EUA) dão as boas-vindas ao debate aberto na Europa sobre a necessidade de criar empregos e crescimento’, ressaltou o assessor.

Antes da cúpula do G8 – formado por EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia -, Obama receberá na Casa Branca seu colega francês, François Hollande, um dos que apoiam combinar políticas de crescimento com medidas de austeridade aplicadas até agora na Europa.

Segundo a Presidência francesa, Hollande falou nesta quinta-feira por videoconferência com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia – órgão executivo da União Europeia (UE) -, José Manuel Barroso.

Em Camp David, também haverá um ‘amplo debate’ sobre o aumento dos preços do petróleo e os líderes ‘discutirão a gama de opções’ que têm em mãos para enfrentar a situação, indicou o assessor de Obama.

Durante os últimos dias, circularam especulações de que os Estados Unidos buscariam apoio na cúpula do G8 para recorrer a suas reservas estratégicas de petróleo como medida para conter o encarecimento da commodity. No entanto, a Casa Branca insiste há semanas que não tomou nenhuma decisão a respeito e reiterou que tem várias opções sobre a mesa. EFE