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Líder da Al Qaeda manifesta apoio à oposição síria

Ayman al Zawahiri criticou o 'regime pernicioso e canceroso' de Bashar Assad

O líder da Al Qaeda, Ayman al Zawahiri, manifestou apoio aos protestos na Síria em um vídeo divulgado na internet, informou um centro americano de portais islamitas. Na gravação de oito minutos, entitulada “Adiante, leões da Síria”, ele acusa o regime sírio de crimes contra seus cidadãos e elogia a oposição ao governo de Bashar Assad. “É um regime pernicioso e canceroso que afoga a liberdade do povo na Síria, o persegue. Não há outra solução a não ser derrubá-lo”, disse Zawahiri.

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Além disso, o líder da Al Qaeda estimulou os sírios a não confiar nos governos ocidentais e árabes. “Não dependam do Ocidente nem da Turquia, que tiveram contratos, acordos e partilhas com este regime durante décadas. Dependem apenas de Alá, vossos sacrifícios, vossa resistência e e vossa firmeza”, completa no vídeo.

Zawahiri também pediu aos muçulmanos da Turquia, Jordânia e Líbano que apoiem a rebelião e derrubem o regime atual, que chama de anti-islamita, e convocou aos manifestantes sírios a estabelecer “um estado que defenda os países muçulmanos, tente libertar Golã e continue com a jihad (guerra santa) até hastear a bandeira da vitória além das colinas usurpadas de Jerusalém”.

Primavera – O pronunciamento de Ayman al Zawahiri, líder da rede terrorista desde a morte de Osama bin Laden, posiciona pela primeira vez a Al Qaeda no contexto das revoltas populares no mundo islâmico em 2011 – o grupo ficou ausente da chama Primavera Árabe e perdeu seguidores entre os radicais islamitas.

Além disso, fontes do governo americano suspeitam que o braço iraquiano da Al Qaeda está por trás dos atentados terroristas que mataram 28 pessoas na última sexta-feira em Aleppo, no norte da Síria. A informação daria crédito às acusações do ditador Bashar Assad sobre o envolvimento da Al Qaeda na revolta contra seu regime.

O poder sírio atribui os atentados a “grupos terroristas” apoiados pela oposição, que por sua vez acusa o regime de ter cometido os ataques para desviar a atenção da repressão à cidade de Homs, violentamente bombardeada há uma semana. Desde o início da revolta popular na Síria em março de 2011, a repressão deixou mais de 5.400 mortos, segundo um balanço da ONU.

(Com agência France-Presse)