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Líbia diz que Zuma não tentou negociar saída de Kadafi

Porta-voz líbio diz que Ocidente está ignorando o continente africano

Por Da Redação 31 Maio 2011, 21h40

O ditador líbio Muamar Kadafi não discutiu “estratégias de renúncia” com o presidente sul-africano Jacob Zuma na reunião para mediar a paz no país, disse o porta-voz do governo da Líbia Moussa Ibrahim nesta terça-feira.

Em uma coletiva de imprensa, Ibrahim afirmou que o Ocidente estava ignorando um plano africano para a paz liderado por Zuma. A estratégia é conhecida como “mapa do caminho” da União Africana e determina um cessar-fogo imediato no território líbio, incluindo o fim dos bombardeios da Otan, seguido de um período de transição que resulte em eleições democráticas. Os rebeldes, que rejeitaram o plano da UA em abril, dizem que qualquer acordo deve incluir a saída de Kadafi.

“Nós compreendemos muito bem que o presidente Zuma e o continente africano estão sendo ignorados pelo Ocidente. Essa é uma poderosa voz africana que está sendo ignorada, assim como o mapa do caminho”, disse Ibrahim.

Na segunda-feira, Zuma foi à Líbia em nome da UA para discutir o plano africano. Os mais otimistas acreditavam que este poderia ser o primeiro passo rumo ao fim do conflito na Líbia, já que o presidente sul-africano anunciou que Kadafi estaria disposto a negociar uma trégua. No entanto, uma nota emitida pela presidência da África do Sul nesta terça-feira informou que o ditador líbio deixou claro a Zuma que “não está disposto a deixar o país”.

(Com agência Reuters)

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