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Khamenei diz que não negociará com EUA diante de sanções

Aiatolá afirmou que irá negociar, mas não com americanos e potências que os ameaçarem

Por Da Redação - 18 ago 2010, 19h25

O supremo líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira que seu país não irá conversar com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear a menos que as sanções e ameaças militares sejam suspensas. O presidente Mahmoud Ahmadinejad havia afirmado que o Irã deseja retomar as negociações com o grupo de seis potências mundiais nas próximas semanas.

Em discurso televisionado, o aiatolá afirmou: “O que eles dizem, nosso presidente e outros estão dizendo, é que nós negociaremos – sim, nós iremos, mas não com a América porque a América não está negociando honestamente e como um negociador normal. Ponham de lado as ameaças e as sanções.”

A Alemanha e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) – Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha – desejam que as negociações sejam concentradas em um acordo para controlar o programa de enriquecimento de urânio do Irã, algo que a República Islâmica afirma ser inegociável. O Irã alega que seu programa nuclear tem como objetivo gerar eletricidade, e não bombas, como suspeita o Ocidente.

Ahmadinejad disse que quer a presença de outros países nas negociações. Mas Khamenei, que possui a autoridade máxima no país persa, rejeitou negociações com os Estados Unidos – que, além de ter pressionado pela adoção de novas sanções ao Irã, se reserva o direito de usar a força militar se a diplomacia não tiver sucesso para impedir o país de avançar com seu programa nuclear.

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Conforme Khamenei, “se as superpotências quiserem ameaçar, colocar pressão, impor sanções, mostrar sua mão forte e, por outro lado, quiserem sentar para negociar, isso não é uma negociação, e nós não vamos ter esse tipo de negociação com ninguém.”

Ameaças – Khamenei fez um alerta aos Estados Unidos para não atacarem o Irã e ameaçou: “É improvável que os Estados Unidos tomem uma medida tão estúpida, mas todo mundo deve saber que na hipótese de um ataque, a resposta da nação iraniana não será limitada ao Oriente Médio e terá um alcance mais amplo.”

Autoridades do Irã já afirmaram que podem fechar o Estreito de Hormuz no caso de uma operação militar, bloqueando a rota marítima por onde passa 40 por cento do transporte marítimo de petróleo do mundo.

(Com Reuters)

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