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Justiça nega liberdade condicional a integrante do Pussy Riot

Tribunal considerou "prematuro" conceder liberdade a Nadejda Tolokonnikova

Por Da Redação 26 abr 2013, 18h40

Um tribunal russo rejeitou nesta sexta-feira um pedido de liberdade condicional de uma das duas integrantes do grupo Pussy Riot que cumprem pena de dois anos de prisão. A Justiça considerou “prematuro” conceder liberdade condicional a Nadezhda Tolokonnikova, de 23 anos.

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Segundo a lei russa, qualquer pessoa condenada pode receber liberdade condicional depois de cumprir metade de sua sentença, que é o caso de Nadezhda, que já tinha cumprido seis meses de detenção antes da confirmação de seu veredicto, em outubro do ano passado. Sua defesa também destacou o impacto negativo da ausência da jovem na criação da filha de 5 anos, e apresentou um abaixo-assinado de diversos ativistas em prol dos direitos humanos.

Para a juíza Lidia Iakovleva, no entanto, os argumentos da defesa não são válidos, uma vez que a condenada não reconheceu sua culpa e também já foi advertida por algumas condutas na prisão.

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Em agosto do ano passado, três integrantes do grupo punk foram condenadas por vandalismo, por terem cantado uma “oração punk” contra Vladimir Putin em uma catedral em Moscou, em fevereiro. À época, a Justiça considerou que elas foram motivadas por ódio religioso e prejudicaram “grosseiramente” a ordem social. Em sua defesa, as jovens disseram que a manifestação foi um ato político em protesto contra o apoio do líder da Igreja Ortodoxa Russa ao presidente Vladimir Putin.

Além de Nadejda, também foram condenadas Maria Alyokhina, de 24 anos, e Yekaterina Samutsevich, de 30 anos. Yekaterina conseguiu a suspensão de sua pena em outubro do ano passado, sob a alegação de não ter participado do protesto, uma vez que havia sido barrada e retirada da catedral antes da manifestação das outras integrantes.

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