Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Justiça do Zimbábue ouve acusados de ajudar na morte do leão Cecil

Dois homens do Zimbábue que receberam 50.000 dólares (170.000 reais) de um caçador americano que matou Cecil, o leão mais conhecido do país, foram ouvidos nesta quarta-feira em uma audiência em um tribunal em que são acusados de caça ilegal. O caçador Walter Palmer também foi acusado por autoridades responsáveis pelos animais selvagens de matar Cecil sem licença. Palmer, que deixou o Zimbábue depois da caçada, disse ter matado o leão em 1º de julho, mas afirmou acreditar que se tratava de uma caçada legal.

Honest Ndlovu, dono de um parque particular de caça, e o caçador local Theo Bronkhorst compareceram ao tribunal em Hwange, 800 quilômetros a oeste de Harare, a capital do país. Cecil usava um colar com GPS colocado por cientistas, como parte de um projeto de pesquisa da Universidade Oxford, da Grã-Bretanha, e era um dos mais antigos e mais famosos leões do Zimbábue.

Leia também

Dentista americano mata leão símbolo do Zimbábue

Conheça Kogelo, o povoado da família Obama no Quênia

Autoridades da área de proteção aos animais selvagens dizem que Cecil foi atraído para fora do Parque Nacional de Hwange por meio de uma isca e foi morto por uma flecha disparada por Palmer, um dentista do Estado americano de Minnesota, que passou a ser alvo de críticas e ofensas nas mídias sociais. Palmer disse que não tinha sido contatado por autoridades no Zimbábue ou nos Estados Unidos e que vai colaborar com todos os inquéritos.

(Com agência Reuters)