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Justiça da Tailândia, agora, anula eleição de fevereiro

Tribunal invalida pleito por irregularidades e manda nova disputa ser marcada

O Tribunal Constitucional da Tailândia anulou nesta sexta-feira as eleições gerais de 2 de fevereiro, que foram realizadas mesmo com o boicote da oposição e durante os protestos antigovernamentais. A mesma Corte já havia negado pedido do opositor Partido Democrata para anular a disputa, mas desta vez decidiu por seis votos a favor e três contra que as eleições não foram válidas porque a votação não pôde ser completada em todas as circunscrições em um único dia, informou o jornal The Nation.

De acordo com a decisão, a Comissão Eleitoral deve estipular uma nova data para o pleito com o governo interino da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, cuja renúncia é exigida pelos manifestantes e políticos opositores.

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A votação do dia 2 de fevereiro não foi concluída em várias circunscrições da capital Bangcoc e na maioria das províncias do sul do país porque alguns manifestantes impediram previamente o registro de candidatos e sitiaram as zonas eleitorais. O governo decidiu, então, marcar para os dias 20 e 27 de abril nova votação nos locais onde a eleição de fevereiro não pôde ser realizada. Agora, ela terá que se repetir inclusive nas seções eleitorais onde não houve boicote.

Protestos – Liderados pelo ex-vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban, os protestos na Tailândia ganharam força em novembro do ano passado. Eles pedem, além da renúncia da primeira-ministra Shinawatra, que um conselho não eleito substitua o Executivo e reforme o sistema eleitoral antes que aconteça uma nova votação.

No entanto, o governo interino insiste na realização de eleições antecipadas para sair da crise política na qual o país está imerso. O opositor Suthep acusa a premiê de ser uma marionete de seu irmão Thaksin Shinawatra, o ex-primeiro-ministro deposto em um golpe de Estado em 2006, e de obter vitórias eleitorais através da compra de votos e de medidas populistas.

A Tailândia vive uma grave crise política desde o golpe militar que depôs Thaksin, que vive no exílio em Dubai para evitar uma condenação de dois anos de prisão por corrupção que ele atribui a motivos políticos. Desde então, Bangcoc e outras partes da Tailândia foram cenário de protestos de simpatizantes e opositores do governo da vez.

(Com agência EFE)