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Justiça argentina proíbe ex-presidente Menem de sair do país

Carlos Menem responde ao processo por suposto encobrimento de fatos relativos ao atentado contra a associação judaica AMIA

Por Da Redação 15 jul 2015, 20h28

A Justiça argentina proibiu a saída do ex-presidente Carlos Menem do país devido ao processo que ele responde por suposto encobrimento de fatos relativos ao atentado contra a associação judaica AMIA em 1994, revelou o Centro de Informação Judicial nesta quarta-feira.

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A decisão afeta uma dúzia de acusados, entre eles o ex-presidente Menem, de 85 anos, e o juiz Juan José Galeano, o primeiro encarregado da investigação do atentado, que deixou 85 mortos e 300 feridos no dia 18 de julho de 1994, em Buenos Aires.

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Menem, Galeano e o ex-chefe de Inteligência do Estado Hugo Anzorreguy serão julgados a partir do dia 6 de agosto, poucas semanas após o 21º aniversário do maior atentado cometido na Argentina.

A Justiça encontrou provas de que os serviços de Inteligência do Estado e as forças de segurança encobriram e apagaram pistas para favorecer os cúmplices locais dos autores do atentado, durante o governo Menem.

Menem ocupa uma cadeira no Senado até 2017, o que exigiria uma suspensão de sua imunidade parlamentar para o cumprimento de uma eventual pena.

A Justiça argentina atribui ao Irã a autoria intelectual do atentado e acusa oito iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, o ex-presidente Alí Rafsanjani e o ex-conselheiro cultural na Argentina Moshen Rabbani.

(Com AFP)

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