Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Justiça americana decide a favor de jovem muçulmana que teve emprego negado pela Abercrombie

Samantha Elauf processou a marca de roupas por recusá-la em uma entrevista de emprego por usar o véu islâmico

Uma jovem muçulmana ganhou um processo na Justiça contra a marca de roupas Abercrombie & Fitch, que a recusou em uma seleção de emprego em Tulsa, no estado de Oklahoma, por usar o véu islâmico. A decisão da Suprema Corte a favor de Samantha Elauf foi tomada com base na política americana que exige que os empregadores “acomodem” as práticas religiosas de seus funcionários, fornecendo “tratamento especial” para essas questões.

A justificativa utilizada pela defesa da companhia durante o julgamento foi de que Samantha não teria informado que usava o véu por motivos religiosos. Mesmo assim, a corte decidiu a favor da jovem e da agência federal que a representava, a EEOC, na sigla em inglês, por 8 votos a 1. Um tribunal de Tulsa já havia indenizado Samantha em 20 mil dólares no início do processo judicial.

Leia também:

Muçulmana é alvo de preconceito em voo da United

Holanda quer proibir o uso do véu islâmico em locais públicos

Islamismo é a religião que mais deve crescer nas próximas décadas

A jovem concorreu na seleção para vendedora em uma loja Abercrombie Kids na cidade de Tulsa em 2008, quando tinha 17 anos. A empresa alega que não contratou Samantha porque seu véu violava a “política de aparência” da companhia – que visa jovens com corpo e rosto de modelo – e não porque ela era muçulmana, segundo o The Wall Street Journal.

Em declaração para o jornal The Guardian, a Abercrombie & Fitch afirmou que já mudou sua política de contratação de empregados e o vestuário exigido de seus vendedores. “Esse caso se relaciona a eventos que aconteceram em 2008. A&F tem um compromisso de longa data com a diversidade e inclusão, e de acordo com a lei, concedeu numerosas acomodações religiosas quando solicitado, inclusive envolvendo hijabs (vestimenta islâmica)”, afirmou o porta-voz.

Em 2013, a Abercrombie se envolveu em uma polêmica depois que o então presidente da companhia, Mike Jeffries, declarou que a marca não vendia roupas de tamanho grande por não querer relacionar sua imagem com pessoas “acima do peso”.

(Da redação)