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Joias de Maria Antonieta serão leiloadas em novembro pela Sotheby’s

Peças foram enviadas a Bruxelas antes da tentativa de fuga dos monarcas da França; pêndulo com diamante está avaliado em 1 milhão a 2 milhões de dólares

Por Da Redação Atualizado em 13 jun 2018, 19h47 - Publicado em 13 jun 2018, 18h15

A casa Sotheby’s leiloará em novembro em Genebra, Suíça, um lote de joias que pertenceu a várias gerações da família Bourbon-Parma, cujos membros fizeram parte de algumas das famílias reais mais importantes da Europa. Entre os destaque estão peças pertencentes a Maria Antonieta, rainha da França guilhotinada em 1793 e da linhagem dos Habsburgo-Lorena, da Áustria.

Em nota, a Sotheby’s destacou que se trata de uma das maiores coleções já leiloadas, acumulada desde o reinado de Luís XVI, o marido de Maria Antonieta, também guilhotinado pela Revolução Francesa nove meses antes de sua mulher. Membros desta família foram reis na França e na Espanha, imperadores na Áustria e duques em Parma. Para a casa de leilões, essa herança se reflete “no luxo e na procedência” das peças.

“Este conjunto de joias oferece uma visão encantadora das vidas dos seus proprietários há centenas de anos”, disse a subdiretora de Sotheby’s na Europa, Daniela Mascetti.

A coleção de Maria Antonieta traz um pêndulo com um diamante, que sustenta uma pérola “de tamanho excepcional”, avaliado entre US$ 1 milhão e 2 milhões. Também estará à venda um colar com 331 pérolas naturais. Segundo a casa, as pérolas eram muito prezadas pelas famílias reais europeias do século XVIII “pela grande beleza e raridade”.

O leilão também incluirá outras peças da relação dos Bourbon-Parma com a dinastia dos Habsburgo, como uma tiara de diamantes e uma coroa confeccionada pela Köchert, prestigiada joalheria de Viena.

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Retrato de Maria Antonieta (1783)
Retrato de Maria Antonieta (1783) Universal History Archive/UIG/Getty Images

Quando Maria Antonieta, Luís XVI e seus filhos tentaram fugir da França, disfarçados, em 1791, as joias já tinham sido enviadas a Bruxelas, então em poder da Áustria. Uma das irmãs de Maria Antonieta reinava em Bruxelas e lá também vivia um dos seus homens de confiança, o conde de Mercy-Argenteau. Ele mesmo se encarregou de enviar os objetos a Viena,  para que o imperador austríaco e sobrinho de Maria Antonieta, Francisco II, as mantivesse a salvo.

Após as mortes de Luís XVI e Maria Antonieta, em 1793, e do filho mais novo do casal, que continuara em cativeiro, os revolucionários permitiram a liberação de Marie Thérèse, filha dos antigos monarcas, em 1795. Enviada à Áustria, ela recebeu as joias da mãe, que mais tarde seriam herdadas pela sua filha adotiva Louise. A coleção passou ao filho de Louise, Robert I, o último duque de Parma antes de o ducado ser anexado ao Reino da Itália.

 

(Com EFE)

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