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Jihadista ‘John’, que matou reféns ocidentais, é identificado

Segundo a rede 'BBC', o homem que decapitou reféns ocidentais e japoneses se chama Mohammed Emwazi. Ele é de nacionalidade britânica e conhecido das autoridades

O jihadista do Estado Islâmico (EI) conhecido como ‘John’, que tem sotaque britânico e foi responsável pelo assassinato de reféns ocidentais, foi identificado nesta quinta-feira como Mohammed Emwazi, informou a emissora BBC. Emwazi é de nacionalidade britânica e era conhecido pelos serviços de segurança da Grã-Bretanha. Ainda segundo a emissora britânica, as autoridades optaram por não divulgar o nome do jihadista mais cedo por “razões operacionais”, que não foram totalmente explicitadas.

Emwazi apareceu pela primeira vez em um vídeo de agosto do ano passado, quando ele ameaçou e decapitou o jornalista americano James Foley. Mais tarde, ele apareceu nos vídeos das decapitações de jornalista americano Steven Sotloff, do trabalhador humanitário britânico David Haines, do motorista de táxi britânico Alan Henning, e do funcionário da ajuda humanitária americano Abdul-Rahman Kassig.

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No mês passado, o militante apareceu em um vídeo com os reféns japoneses Haruna Yukawa e Kenji Goto, pouco antes de serem mortos. As autoridades britânicas acreditam ainda que Emwazi, além de ser filiado ao Estado Islâmico, também possa ser colaborador de uma rede de facilitação e financiamento para o grupo radical somali Al Shabab. O terrorista britânico tem 27 anos, cresceu no no bairro de Queen’s Park, no oeste de Londres e se graduou em computação na Universidade de Westminster.

Ameaças – A embaixada dos Estados Unidos em Amã aconselhou nesta quinta a seus cidadãos evitar nos próximos dias os shoppings por ter recebido informações sobre possíveis ataques terroristas do EI na capital jordaniana. Em mensagem divulgada em seu site oficial, a delegação diplomática julgou a ameaça “crível”, embora tenha assinalado que não dispõe de dados sobre as eventuais datas dos ataques ou o tipo de ameaça.

A embaixada informou que as autoridades jordanianas adotaram medidas para aumentar a segurança nestes locais. Segundo a nota, os grupos extremistas expressaram em várias ocasiões seu interesse em realizar atentados na Jordânia contra os chamados “alvos brandos”, como shoppings e restaurantes. Especula-se que jihadistas do Estado Islâmico poderiam realizar ataques na Jordânia como vingança pelos bombardeios da aviação do país contra suas posições na Síria, como parte da coalizão internacional contra o terror.

(Da redação de VEJA.com)