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Japão: Tóquio vive dia de caos e pânico após terremoto

Sem conseguir chegar em casa, pessoas se refugiam em abrigos improvisados

Por Da Redação 11 mar 2011, 12h44

O forte terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira devastou sobretudo a costa leste do país, mas espalhou o pânico também na capital, Tóquio. Pessoas que moram e trabalham em grandes edifícios correram para a rua, onde permaneceram à espera de notícias da situação. Muitos estão impossibilitades de chegar em casa. A maior metrópole do planeta vive um dia de caos com a suspensão provisória da circulação do metrô e dos trens, além do bloqueio dos serviçoes de telefonia celular.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, pediu aos cidadãos de Tóquio que se resguardassem em lugares seguros como escritórios e que não arriscassem voltar para suas casas. Edano advertiu que, se todo o mundo optasse por retornar a suas casas, as calçadas poderiam ter a mesma imagem que os vagões repletos no horário de pico.

Grandes superfícies, como pavilhões, esportivos foram improvisados como refúgios para os moradores da cidade, aos quais foram fornecidos cobertores e bebidas. Lojas de alimentação abriram os estoques de comida para permitir o abastecimento da capital, já que serviços ferroviários – que diariamente são usados por milhões de pessoas para chegar a seus locais de trabalho – foram suspensos.

Os dois aeroportos da capital, Narita e Haneda, foram fechados temporariamente após o tremor e cerca de 23.000 passageiros ficaram impossibilitados de viajar. Às 19 horas do horário local (7 horas do horário de Brasília) as decolagens foram liberadas dos voos em Narita. Já as aterrisagens ainda continuam suspensas.

Terremoto – O abalo foi sentido com força em toda capital e multiplicou os engarrafamentos, pois a estrada se transformou na única via de deslocamento – além de caminhar a pé. A companhia ferroviária que conecta Tóquio com o norte do país (incluindo o trem bala) cancelou todos seus serviços por tempo indeterminado.

Os habitantes da capital japonesa também enfrentaram grande dificuldade para realizarem chamadas pelo telefone celular, e acabaram se amontoando ao redor das cabines de telefone público. As paradas de ônibus também apresentavam longas filas, pois para muitos era a única maneira de voltar para casa.

O pior terremoto na história do Japão, que deixou pelo menos 200 mortos e numerosos feridos e desaparecidos no nordeste do país, limitou seus efeitos na capital graças às infraestruturas projetadas para os tremores. O metrô de Tóquio começou a retomar parte de suas operações a partir das 21 horas do horário local (10h do horário de Brasília).

(Com agência EFE)

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