Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Japão propõe semana de trabalho com quatro dias para melhor equilíbrio

Em diretrizes econômicas recém-divulgadas, governo alega que população pode usar dia extra para investir no estudos ou para conseguir empregos paralelos

Por Eduarda Gomes 24 jun 2021, 20h10

Diminuir as exaustivas jornadas de trabalho é o sonho de muita gente, e agora essa é uma quase realidade no Japão. Um dos novos projetos da política econômica do país sugere que as empresas diminuam os dias de trabalho dos funcionários, passando para quatro dias por semana.

A ação promete trazer muitos benefícios para as companhias também. Em diretrizes econômicas anuais recém-divulgadas, o governo alega que com menos dias de trabalho, as pessoas podem usar o dia extra para investir no estudos ou para conseguir empregos paralelos.

Além disso, também existe a ideia de que o dia livre impulsione a economia, uma vez que se espera que a população use o tempo para sair e gastar mais. Essa também seria uma forma de resolver o problema de natalidade do Japão. Com os jovens saindo, eles podem conhecer mais pessoas e começar a formar famílias.

“O governo está realmente ansioso para que essa mudança de atitude se sedimente nas companhias japonesas”, disse Martin Schulz, chefe de política econômica da Unidade de Inteligência de Mercado Global da Fujitsu, à DW.

Segundo ele, “as companhias passaram a novos modos de operação e estão vendo um acréscimo gradual da produtividade”.

“Elas deixam seus funcionários trabalharem de casa e remotamente, em escritórios-satélites ou em locações da clientela, o que para muitos pode ser bem mais conveniente e produtivo”, acrescentou ao veículo alemão.

Conhecidos por serem trabalhadores assíduos, os japoneses chegam até a adoecer devido às jornadas exaustivas e estressantes de trabalho, e alguns até cometem suicídio.

Continua após a publicidade
Publicidade