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Italianos vão às urnas sob os olhares da Europa e a influência do papa

Há membros de todos os partidos - tanto de direita quanto de esquerda - que se consideram católicos, ampliando a histórica influência da Igreja sobre a política

O surpreendente anúncio do papa Bento XVI, que renunciará no próximo dia 28 de fevereiro, dividiu as atenções com as eleições na Itália na imprensa local e chegou a ofuscar o pleito no noticiário internacional nas últimas semanas, mesmo este sendo um momento tão aguardado, especialmente pelos europeus, ansiosos para saber qual direção a instável economia italiana vai tomar. Num país em que a Igreja tem uma forte influência sobre o sistema político, especula-se o quanto a renúncia do papa pode refletir na escolha dos italianos nas urnas – a votação tem início neste domingo e continua na segunda-feira. Para analistas consultados pelo site de VEJA, a menor atenção midiática dada às campanhas dos candidatos nos últimos dias pode ter um impacto nos votos, ainda que pequeno. Mas, como as pesquisas de opinião são proibidas nos 15 dias anteriores à votação, o clima é de incerteza. Nesse contexto, os especialistas apostam que as maiores chances de vitória são da coalizão de centro-esquerda do candidato Pier Luigi Bersani, que liderou as últimas sondagens. Por outro lado, o tecnocrata de Mario Monti aparecia apenas em quarto lugar nos últimos levantamentos divulgados, enquanto o ex-premiê Silvio Berlusconi estava em segundo, seguido do comediante Beppe Grillo. O problema é que as propostas realistas estão apenas com Bersani e Monti – único católico praticante entre os principais candidatos. Por outro lado, a possibilidade da volta do populismo de Berlusconi provoca calafrios na Europa e o voto em Grillo será apenas uma forma de protesto.

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