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Itália aumenta patrulhas para impedir novos naufrágios

País aumentará vigilância no sul da Sicília, ponto de passagem de imigrantes em embarcações vindas da África

A Itália vai aumentar as patrulhas militares no sul do Mediterrâneo para tentar evitar repetições dos naufrágios que causaram a morte de centenas de imigrantes africanos neste mês.

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, disse na noite de sábado que um “pacote naval e aéreo” seria posto em ação no sul da Sicília, onde dezenas de milhares de imigrantes em embarcações superlotadas e frágeis atravessaram o Mar Mediterrâneo, provenientes da África.

Autoridades italianas estão cada vez mais preocupadas com as chegadas de refugiados de regiões da Síria, Líbia e Egito, além de outros países da África. “Pretendemos triplicar nossa presença em termos tanto de pessoal quanto de meios no sul do Mediterrâneo, pois uma missão militar-humanitária se tornou necessária em parte pelo fato de que a Líbia é atualmente um ‘não-Estado'”, disse o ministro da Defesa, Mario Mauro, ao jornal Avvenire.

Ele disse que detalhes financeiros e operacionais da mobilização estavam sendo resolvidos e poderiam envolver mais embarcações de patrulha ou navios mais potentes com maior capacidade de vigilância. “Precisamos de medidas fortes para impedir esses naufrágios no mar”, disse ele ao jornal.

Além das embarcações da guarda-costeira e da polícia de fronteira, a Marinha italiana tem atualmente três embarcações apoiadas por quatro helicópteros patrulhando a região, e duas aeronaves de vigilância de apoio com visão noturna.

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Itália e Malta, que vêm atravessando uma grave crise econômica, pediram mais fundos da União Europeia e que a emergência dos imigrantes seja incluída na agenda da próxima reunião do Conselho Europeu, em 24 e 25 de outubro.

(Com Agência Reuters)