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Israel tenta evitar a admissão dos palestinos na ONU

País instrui seus diplomatas a tomarem medidas nos países onde atuam

Por Da Redação 10 jun 2011, 10h40

O ministério das Relações Exteriores de Israel deu instruções a seus diplomatas sobre as medidas a tomar para evitar que os países em que atuam apoiem a pretensão palestina de ser admitida como membro pleno da ONU em setembro, informa nesta sexta-feira o jornal Ha’aretz. Em mensagens diplomáticas divulgadas pelo diário, o diretor geral, Rafael Barak, e outros altos cargos do ministério pediram às distintas legações que façam pressão “ao máximo nível possível” para convencer as autoridades de que apoiar a pretensão palestina equivaleria a deslegitimar Israel e frustrar qualquer futuro acordo de paz.

Entre as instruções recebidas pelos diplomatas estão obter apoio das comunidades judaicas e ONGs locais, escrever artigos na imprensa para influir na opinião pública, reunir-se com políticos do mais alto nível e organizar visitas oficiais quando necessário. A Chancelaria determinou aos embaixadores e ao pessoal diplomático que cancelem todos os planos de férias para setembro e pediu que apresentassem um plano de ação para os países em que trabalham.

“O objetivo é conseguir com que o maior número de países se oponha ao processo de reconhecimento de um estado palestino pela ONU”, disse Barak aos diplomatas em comunicado enviado no último dia 2 de junho. “O primeiro argumento é que, ao perseguir este processo na ONU, os palestinos estão tentando atingir seus objetivos fora das negociações com Israel, o que viola o princípio de que o único caminho para resolver o conflito é através de negociações bilaterais”, acrescenta a nota.

Fórum – O ministério prepara um “Fórum de Setembro”, que terá como função analisar os possíveis passos dados pelos palestinos e as opções de Israel para fazer o processo fracassar, iniciando um plano que una a diplomacia e os meios de informação. Os diplomatas terão que informar uma vez por semana a este fórum sobre as atividades realizadas neste sentido.

Em outro comunicado enviado nesta semana às embaixadas da Europa Ocidental por um diretor da pasta, Naor Gilon, é especificado que a meta é dar um impulso contra o reconhecimento de um estado palestino em setembro fazendo com que um bloco significativo de países da União Europeia exponha sua oposição às ações unilaterais palestinas o mais rápido possível.

ONU – Israel sabe que os palestinos irão contar com a maioria necessária na Assembleia Geral da ONU, embora a decisão não possa ser cumprida se for rejeitada pelo Conselho Geral, onde os Estados Unidos e outros países têm poder de veto. O voto, no entanto, representaria uma vitória moral e diplomática para os palestinos, que não veem outro caminho além da declaração unilateral de independência após o fracasso do processo de paz iniciado em setembro passado e que ficou estagnado três semanas depois por causa da recusa israelense em frear a expansão das colônias judaicas nos territórios palestinos ocupados.

(Com agência EFE)

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