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Israel e Hamas mantêm diálogo indireto para trégua de longo prazo

As conversas estão sendo intermediadas por diplomatas da União Europeia para evitar novo conflito na Faixa de Gaza

Israel e grupo extremista Hamas têm mantido um diálogo indireto sobre uma proposta de trégua de longo prazo com a mediação de diplomatas europeus, disse nesta quarta-feira um dirigente do grupo islamita na Faixa de Gaza. “Delegações europeias visitam Gaza e tentam superar os obstáculos entre o Hamas e os israelenses diante do temor de que a situação na Faixa exploda, especialmente após os relatórios internacionais que advertem que está a ponto do colapso”, disse o dirigente Ahmed Youssef.

Segundo ele, até o momento as conversas não alcançaram um “progresso significativo” e “os europeus escutaram em Gaza a posição do Hamas, principalmente as violações israelenses do direito internacional e humanitário e sobre o injusto bloqueio”. Sem detalhar a frequência destes contatos ou quando aconteceram, Youssef se limitou a dizer que: “a delegação que se reuniu com os dirigentes do Hamas passou aos israelenses nossas reivindicações e eles nos passaram o que Israel diz”.

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Ontem vazou a informação que o movimento islamita estuda uma proposta do Catar para acordar com Israel um cessar-fogo de cinco anos que encoraje a reconstrução da faixa depois da ofensiva do ano passado e garanta a estabilidade na zona. “A liderança do Hamas está estudando as ideias apresentadas e tem a intenção de responder”, disse o chefe de Relações Internacionais do movimento islamita, Osama Hamdan, em uma entrevista ao jornal Falastin.

De acordo com a imprensa local, acredita-se que a proposta foi elaborada por diplomatas ocidentais, incluídos o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair que este mês encerrou sua missão como representante da ONU para o Oriente Médio, e recentemente foi adotada pelo Catar.

Rompimento com o Fatah – O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, comunicou nesta terça que dissolverá o governo de união formado no ano passado com o Hamas. Abbas argumentou que a decisão foi tomada porque o Hamas não deixou o governo palestino trabalhar na Faixa de Gaza – a região está desde 2007 sob o controle dos extremistas. O governo de união foi formado antes do conflito deflagrado entre as Forças Armadas de Israel e os terroristas do Hamas. A iniciativa visava a encerrar anos de disputas entre o Fatah, movimento nacionalista dirigido por Abbas, e o Hamas.

(Da redação)