Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Israel e Arábia Saudita se reuniram em segredo para tratar do Irã

Segundo a imprensa israelense, os encontros da 'diplomacia clandestina' aconteceram ao longo de 18 meses e em três países diferentes: Índia, Itália e República Tcheca

Por Da Redação 5 jun 2015, 08h17

Israel e Arábia Saudita, dois países que não mantêm relações diplomáticas, se reuniram em segredo em cinco ocasiões para conversar sobre o Irã, um país que ambos acreditam representar uma ameaça regional e que está a ponto de fechar um acordo nuclear com a comunidade internacional, informou nesta sexta-feira o jornal israelense Jerusalem Post, citando informações de diplomatas israelenses que não quiseram revelar seus nomes.

As reuniões aconteceram nos últimos 18 meses na Índia, na Itália e na República Tcheca, com objetivo de realizar uma campanha de “diplomacia clandestina” para minimizar a crescente influência do Irã na região, segundo a publicação israelense. Doure Gold, designado para ser o próximo diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Israel, e Anwar Majed Eshki, general saudita reformado, ex-assessor do príncipe Bandar bin Sultan e ex-embaixador do reino saudita nos Estados Unidos, falaram recentemente sobre a aproximação entre os dois países em um encontro pouco comum no Conselho de Relações Exteriores em Washington.

Leia também

Israel bombardeia Faixa de Gaza em resposta a ataque com foguetes

Obama adverte que será “difícil” defender Israel na ONU

Vaticano reconhece a Palestina como Estado

“Não resolvemos todas as diferenças que nossos países compartilharam durante anos, mas esperamos poder solucioná-las totalmente nos próximos anos”, disse Gold, segundo o Jerusalem Post. Apesar de ambos terem garantido que não conversaram como representantes oficiais, mas como especialistas em relações exteriores, os dois apoiaram a aproximação de seus países e o impulso da Iniciativa de Paz Árabe.

Esta proposta, apresentada pela Arábia Saudita há 13 anos, propõe um marco para uma solução ao conflito, na qual participariam não só Israel e Palestina, mas outros países da região, que se comprometeriam a reconhecer Israel e a estabelecer relações diplomáticas em troca da paz e da estabilidade.

(Da redação)

Continua após a publicidade

Publicidade