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Israel atinge alvo na região da fronteira entre Síria e Líbano

Oposição síria diz estar pronta para negociar fim dos conflitos com Assad

Por Da Redação - 30 jan 2013, 15h22

Forças israelenses atacaram um alvo na fronteira entre a Síria e o Líbano durante a noite, informaram um diplomata ocidental e três fontes da segurança local na quarta-feira. As fontes, que não quiseram ser identificadas, não tinham mais informações sobre o que havia sido atingido ou o local preciso do ataque.

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Ainda não se sabe exatamente o que foi atacado pelos jatos israelenses. O governo sírio afirma que cinco pessoas morreram e duas ficaram feridas em um ataque a um centro de pesquisas militar localizado em uma zona rural a nordeste da capital Damasco. No entanto, os governos Israelense e americano não quiseram comentar o incidente. O governo do Líbano confirmou “uma maior atividade de aviões militares israelenses em seu espaço aéreo” mas não foi capaz de especificar o que ocorreu na fronteira. O incidente acontece em meio à crescente preocupação do estado judaico com o destino das armas químicas e convencionais da Síria. O vice-premiê israelense, Silvan Shalom, disse no domingo que Israel interviria ao menor sinal de perda do controle pelo governo sírio sobre as armas químicas. Fontes israelenses disseram na terça-feira que as armas convencionais avançadas representariam uma ameaça tão grande para Israel quando as armas químicas, caso elas caiam nas mãos das forças rebeldes sírias ou nas mãos da guerrilha Hezbollah, baseada no Líbano. Oposição – O chefe da principal coalizão opositora da Síria, Mouaz Alkhatib, disse nesta quarta-feira que está pronto para manter conversas com representantes de Assad fora da Síria se autoridades libertarem dezenas de milhares de detidos. Já as autoridades sírias declararam esta semana que as figuras políticas da oposição poderiam voltar a Damasco para um “diálogo nacional” e que quaisquer acusações contra eles seriam descartadas. Há três semanas Assad pediu por negociações de reconciliação em um discurso, mas disse que não haveria diálogo com adversários que ele chamou de “terroristas”. Seus comentários foram rejeitados pela maioria das figuras da oposição, que insistem em sua saída como uma pré-condição para negociações, mas Alkhatib pareceu agora suavizar essa postura. Saiba mais: Horror na Síria não tem precedente, diz enviado da ONU “Estou preparado para sentar diretamente com os representantes do regime sírio no Cairo, Túnis ou Istambul”, afirmou Alkhatib em um comunicado em sua página no Facebook. Ele estabeleceu duas condições próprias: a libertação do que ele disse serem 160.000 detidos em prisões sírias e instalações de inteligência, e instruções para embaixadas sírias para emitir novos passaportesa sírios cujos documentos expiraram. Assad anunciou no começo de janeiro planos para uma conferência de reconciliação com figuras da oposição “que não traíram a Síria”, embora ele tenha imposto como condição o fim dos financiamentos aos rebeldes que lutam para derrubá-lo. (Com agência Reuters)

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