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Irmandade Muçulmana propõe diálogo para acabar com crise no Egito

Em comunicado, a coalizão exige 'o fim do estado militar e policial' e pede a volta ao processo democrático

Por Da Redação 16 nov 2013, 10h19

A Irmandade Muçulmana do Egito propôs neste sábado o início de um diálogo para por fim à crise política no país, revelou um porta-voz da Coalizão para a Defesa da Legitimidade. Na primeira declaração desses grupos a favor das conversas com as novas autoridades, o representante da Irmandade, Ali Bishr, afirmou que ‘qualquer diálogo sério necessita deter a campanha do ódio e das detenções, e libertar todos os presos’.

Em comunicado, a coalizão exigiu ‘o fim do estado militar e policial’, e pediu a volta ao processo democrático e o cumprimento dos objetivos da revolução que derrubou Mubarak em fevereiro de 2011. Os islamitas assinalaram que seguirão reivindicando os ‘direitos dos mártires e feridos’. ‘Tudo deve ser feito respeitando a Carta Magna’, ressaltou o comunicado.

Além disso, o grupo pede respeito aos protestos pacíficos, aos grupos opositores e ao pluralismo político, depois que as autoridades reprimiram as manifestações dos contrários à derrocada de Mursi e prenderam os principais líderes da confraria. A coalizão advogou ainda pelo respeito ‘a todos os muçulmanos e cristãos no Egito como membros para construir uma civilização’, e por uma justiça de transição e pela estabilidade nacional.

(Com agência EFE)

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