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Iraque: ‘Só ataque aéreo pode parar a destruição de antiguidades’

Ministro de Turismo e Antiguidades, Adel Shirshab, pede que coalizão militar liderada pelos EUA impeça ação do Estado Islâmico contra patrimônio da humanidade

Por Da Redação - 8 mar 2015, 14h55

O Iraque pediu neste domingo que a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos use a Força Aérea para proteger antiguidades do país, ameaçadas de roubos e de destruição por parte de combatentes do Estado Islâmico (EI). O Iraque guarda alguns dos maiores tesouros arqueológicos do mundo.

Um ministro do governo iraquiano disse que a intervenção da coalizão militar ainda não era o suficiente para salvar a inestimável herança do Iraque. Desde agosto, os militares já realizaram 2.800 ataques aéreos contra guerrilheiros do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

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O ministro iraquiano de Turismo e Antiguidades, Adel Shirshab, disse que somente a coalizão liderada pelos Estados Unidos pode pôr fim à destruição. “O nosso espaço aéreo não está em nossas mãos. Está em suas mãos”, disse. “Eu estou pedindo à comunidade internacional e à coalizão para ativar seus ataques aéreos e mirar o terrorismo onde quer que exista.”

Segundo Shirshab, o órgão do governo iraquiano para Antiguidades e Herança ainda está tentando avaliar a extensão dos danos.

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Neste sábado, o Estado Islâmico atacou a cidade de Hatra, de 2.000 anos, no norte do Iraque, dias depois de terem destruído a antiga cidade assíria de Nimrud. Um vídeo gravado pelo EI mostrou os homens saqueando um museu em Mosul, quebrando estátuas e esculturas. A destruição foi alvo de condenação global. A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou os danos à rica história do Iraque como um “crime de guerra”. Os protestos, no entanto, não sensibilizaram os autores da barbárie.

Neste domingo — Os terroristas do EI saquearam o sítio arqueológico de Dur Sharrukin, atual cidade de Jorsabad, capital da Assíria durante parte do reinado de Sargon II (722 – 705 a.C.). Uma fonte responsável pela segurança da província de Ninawa, onde fica esta cidade, acrescentou que os jihadistas utilizaram várias escavadeiras para destruir o sítio arqueológico, antes de roubar as antiguidades que estavam ali.

(Com Reuters)

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