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Irã negocia programa nuclear com seis potências mundiais

Reunião ocorre em Genebra. Segundo porta-voz da UE, representantes do país já apresentaram propostas sobre o controverso programa

Por Da Redação - 15 out 2013, 08h02

O Irã deu início nesta terça-feira a primeira rodada de negociações a respeito de seu programa nuclear desde que o novo presidente do país, Hassan Rohani, assumiu o poder. Negociadores iranianos reúnem-se em Genebra, na Suíça, com representantes de seis potências mundiais. Com um discurso mais pragmático do que o de seu antecessor, Mahmoud Ahmadinejad, Rohani já afirmou que espera chegar a um acordo em seis meses.

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Segundo Michael Mann, porta-voz da chefe de política externa União Europeia, Catherine Ashton, que preside o encontro, o Irã apresentou propostas para sanar o impasse a respeito de seu programa nuclear. De acordo com Mann, as ideias foram propostas em slides de PowerPoint. Ele, contudo, não entrou em detalhes sobre o conteúdo da apresentação.

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Mann disse que há um sentimento de “otimismo cauteloso” para os dois dias de reunião em Genebra, e que o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, principal negociador da questão nuclear do país, participou de um jantar na segunda-feira em uma “atmosfera muito positiva”.

As negociações continuaram depois que o Irã apresentou as propostas pela manhã, disse Mann, acrescentando que as potências buscam ideias concretas e construtivas do lado iraniano. A imprensa iraniana afirma que o pacote de propostas apresentado pelo país se chama “Encerrando uma crise desnecessária, abrindo novos horizontes”.

As potências presentes ao evento integram o chamado P5+1: Estados Unidos, França, China, Grã-Bretanha e Rússia, todos com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha. As potências acusam o Irã de buscar o desenvolvimento de uma arma nuclear e exigem o fim do programa de enriquecimento de urânio do país. Em troca, oferecem aliviar sanções econômicas impostas ao longo dos últimos anos.

O Irã garante que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos e defende o direito de enriquecer urânio.

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Leia no blog De Nova York, por Caio Blinder:

Rohani está consciente do impacto das sanções econômicas internacionais impostas em represália ao programa nuclear iraniano. Existe um setor linha-dura dentro do regime disposto a resistir sem tréguas, com martírio. Rouhani quer negociar a suavização e em última instância o fim das sanções. Sua equipe de governo é mais realista do que a do governo anterior de Mahmoud Ahmadinejad, que negava o Holocausto e o bom senso econômico.

(Com agência Reuters)

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