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Irã nega acusações da AIEA sobre base militar de Parchin

Segundo o chanceler Ali Akbar Salehi, conclusão de relatório carece de fundamento técnico. 'Os especialistas sabem que são simples pretextos'

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, negou nesta sexta-feira as acusações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de que Teerã teria obstruído as inspeções do organismo em seu programa nuclear a fim de ocultar atividades ilícitas.

A AIEA divulgou na última quinta-feira, por meio de um relatório, que o Irã teria “executado atividades de higienização” na instalação militar de Parchin “que prejudicarão consideravelmente a capacidade da agência para realizar uma verificação eficaz”, dando a entender que Teerã teria destruído evidências sobre seu programa nuclear.

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Segundo Salehi, as declarações carecem de fundamento técnico. “Os especialistas sabem que são simples pretextos e que não é possível limpar uma central (nuclear) com meras obras”. A agência ligada à ONU e o governo do Irã promoveram diversas reuniões para que inspetores pudessem visitar Parchin, mas não conseguiram alcançar um acordo. A AIEA suspeita que o Irã desenvolveu testes de explosões convencionais nesta base militar que poderiam ser aplicados a fins militares, o que o país nega.

Além disso, o relatório da agência acusou Teerã de ter duplicado o número de centrífugas para enriquecer urânio em sua usina nuclear de Fordo muito mais do que o esperado. Segundo o documento, no dia 18 de agosto, a usina, localizada em uma montanha, tinha cerca de 2.000 centrífugas instaladas, em comparação com as cerca de 1.000 registradas em maio deste ano. No entanto, apenas cerca de 700 estariam em operação.

Histórico – As potências ocidentais, em particular os Estados Unidos, e Israel acusam Teerã de tentar desenvolver uma arma atômica, acusação negada pelas autoridades iranianas, que garantem que seu programa nuclear é meramente civil.

(Com Agência France-Presse)