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Irã alega ter atacado alvos americanos como medida de autodefesa

Chanceler Javad Zarif diz que Teerã não quer escalada do conflito nem guerra, mas responder a uma agressão

Por Da Redação - 8 jan 2020, 00h17

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, quebrou o silêncio das autoridades de seu país ao declarar na noite de terça-feira, 7, pelo Twitter, que Teerã concluiu medidas proporcionais de autodefesa ao atacar duas bases americanas no Iraque. Zarif, no entanto, afirmou que o Irã não está buscando uma escalada das tensões ou uma guerra contra os Estados Unidos, mas se defendendo de uma agressão.

Os ataques de mísseis balísticos iranianos às bases de Al Asad e de Erbil na nooite de terça-feira (manhã de quarta-feira, 8, no local) se sustentaram no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, insistiu o chanceler iraniano. Esse artigo prevê o direito inerente de todo membro da organização de legítima defesa individual ou coletiva caso sofra um ataque armado, até que o Conselho de Segurança tome medidas para preservar a paz e a segurança internacionais.

Segundo Javad Zarif, o alvo escolhido foi exatamente o local de partida do drone usado pelas forças americanas para matar o general iraniano Qasem Soleimani no último dia 2. O militar era o comandante das forças de elite da Guarda Revolucionária do Irã, tido como herói nacional e figurava na segura posição de poder no país, abaixo apenas do aitolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano.

“O Irã adotou e concluiu medidas proporcionais de autodefesa sob o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, atingindo a base de onde covardemente foi lançado o ataque contra nossos cidadãos e autoridades seniores. Não queremos a escalada ou a guerra, mas nos defenderemos contra qualquer agressão”, escreveu Zarif.

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