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Irã afirma ter descoberto segredos do drone americano capturado

Por Patrick Baz - 22 abr 2012, 18h22

Um alto responsável militar iraniano afirmou neste domingo que seu país conseguiu descobrir os segredos de um avião não tripulado (drone) americano capturado em dezembro, o que permitirá ao país produzir uma cópia da aeronave.

“Darei quatro indicações para que os americanos compreendam até que ponto descobrimos os segredos do drone”, disse à televisão estatal o general Amir Ali Hadjizadeh, comandante das forças aéreas e espaciais dos Guardiões da Revolução, responsável pelo programa de mísseis iraniano.

“Em outubro de 2010, o aparelho foi enviado por problemas técnicos à Califórnia, onde foi reparado, e depois foi enviado a Kandahar (Afeganistão) em novembro de 2010, apesar de continuar com problemas técnicos”, explicou.

O aparelho foi então enviado a um aeroporto próximo de Los Ángeles em dezembro de 2010 (…) e sobrevoou a casa onde (Osama) Bin Laden estava escondido duas semanas antes de o matarem” no Paquistão em maio de 2011, afirmou o comandante.

O Irã capturou em dezembro de 2011 um drone RQ-170 Sentinel quando o aparelho entrou em seu espaço aéreo para uma missão de espionagem sobre os centros nucleares iranianos, de acordo com a imprensa americana.

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Teerã afirmou na época que teria conseguido tomar o controle deste aparelho ultrasofisticado para obrigá-lo a pousar no deserto, onde foi recuperado quase intacto.

Washington minimizou o incidente, afirmando que Teerã não dispunha da capacidade necessária para decifrar os segredos do aparelho.

“Todas as tecnologias americanas empregadas nos aviões de combate F-35 se concentram no drone”, afirmou o general Hadjizadeh, segundo o qual o Irã “já iniciou a produção de uma cópia do RQ-170” reutilizando a tecnologia do drone capturado.

Teerã já indicou em 2010 que trabalhava em um programa de drones de observação e de aparelhos de ataque furtivos.

Nos últimos dois anos, Washington mostrou em várias ocasiões sua preocupação pelo desenvolvimento de drones e seu impacto sobre a segurança das forças americanas da região.

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