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Investigações descartam ação terrorista em acidente de avião na Rússia

Aeronave Boeing 737 caiu e explodiu quando tentava aterrissar no aeroporto de Kazan; 50 pessoas morreram

Autoridades russas, após as primeira investigações, descartam ação de terroristas como a causa da queda de um avião Boeing 737 no aeroporto da cidade de Kazan, capital da república da Tartária, neste domingo. O acidente provocou a morte de 50 pessoas – 44 passageiros e seis tripulantes. A partir de agora, a investigação apura se o acidente ocorreu por falha humana ou problemas técnicos na aeronave.

Segundo a torre de controle do aeroporto, o piloto Rustem Salijov comunicou aos técnicos que decidiu abortar a primeira aterrissagem e faria uma segunda tentativa. Nesta segunda tentativa, o avião caiu. O Comitê de Instrução (CI) russo, órgão responsável por investigar o acidente, disse que as causas que levaram o piloto a desistir da primeira tentativa de aterrissagem ainda não são conhecidas. O ministro dos Transportes russo, Maxim Sokolov, disse que nas imagens o avião aparece caindo “praticamente na posição vertical”. (continue lendo o texto)

Vídeo: ​​Rússia investiga acidente aéreo que matou 50

A companhia aérea Tartária utilizava o Boeing em regime de aluguel da empresa de aviação Bulgarian Aviation Group e assegurou que o avião estava em boas condições técnicas. Antes de cair, segundo a companhia, a aeronave tinha passado por revisão e realizado outros três voos no mesmo dia.

O Boeing, o menor da série 737, entrou em serviço em 1990 e a Tartária o alugava desde 2008. Uma jornalista que tinha viajado horas antes do acidente no mesmo avião de Kazan a Moscou disse à televisão russa que os passageiros se assustaram com às fortes vibrações do avião durante aterrissagem na capital russa.

Vítimas – Entre os mortos estão o tenente-general Alexander Antonov, chefe regional do Serviço Federal de Segurança russo, e Irek Minnikhanov, filho do governador do Tartaristão, Rustam Minnikhanov, informou a agência de notícias russa RIA Novosti. O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha confirmou que há uma cidadã britânica entre as vítimas, a professora Donna Bull, de 53 anos.

(Com agência EFE)