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Índia condena homens que estupraram turista dinamarquesa à prisão perpétua

Mulher sofreu estupro coletivo em janeiro de 2014 na capital indiana, Nova Délhi

Por Da Redação 10 jun 2016, 19h45

Os cinco homens condenados na última segunda-feira pelo estupro coletivo de uma turista dinamarquesa em Nova Délhi foram sentenciados à prisão perpétua nesta sexta-feira, reportou o jornal indiano The Hindu. Ao proferir a sentença, o juíz Ramesh Kumar livrou o grupo da obrigação de pagar uma indenização à vítima em função das péssimas condições econômicas dos condenados, transferindo à Autoridade de Serviços Legais de Nova Délhi a tarefa de oferecer uma compensação adequada para a turista atacada.

Em janeiro de 2014, nove homens violentaram e roubaram a turista de 52 anos que estava perdida na capital indiana. Após visitar o Taj Mahal, ela pediu informações ao grupo sobre a localização do hotel e foi atacada. Além dos cinco condenados, três jovens estão sendo julgados separadamente – pela Justiça juvenil da Índia – e o nono acusado morreu durante o julgamento.

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No mesmo mês em que a dinamarquesa foi atacada, outros casos de estupro de turistas chocaram o país. Uma mulher polonesa que viajava de carro com a filha pequena foi drogada e estuprada, e uma voluntária alemã de 18 anos foi violentada em um trem que se dirigia à cidade de Chennai, no estado de Tamil Nadu, no sul do país.

Em outubro do ano passado, dois casos de estupro coletivo no mesmo dia provocaram uma onda de protestos na Índia: duas meninas de 2 anos e 5 anos foram violentadas por mais de um agressor em dois ataques separados em Nova Délhi. A bebê de 2 anos foi levada de um evento religioso, estuprada por dois homens e abandonada em um parque no oeste da capital indiana. No outro caso, uma menina de 5 anos foi violentada por três homens, um deles seu vizinho.

O estupro coletivo de uma jovem indiana em dezembro de 2012 gerou um debate sem precedentes sobre a situação da mulher no país e levou o Parlamento Nacional a aprovar, em março de 2013, uma lei para endurecer as penas contra agressores sexuais.

(Da redação)

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