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Incêndio na Patagônia chilena consumiu mais de 12.500 hectares de vegetação

Por Da Redação 1 jan 2012, 12h53

Santiago do Chile, 1 jan (EFE).- As autoridades chilenas informaram neste domingo que o incêndio que afeta o Parque Nacional Torres del Paine consumiu mais de 12.500 hectares de florestas nativas e destruiu a fauna do local.

‘O acidente, no qual trabalham 562 brigadistas, afetou 12.560 hectares’, disse o diretor da Corporação Nacional Florestal (Conaf), Vicente Núñez.

‘Devemos agradecer o trabalho heroico e incansável das centenas de pessoas, entre eles soldados do Exército, bombeiros, a Marinha e brigadistas argentinos que estão atuando aqui em Magallanes’, disse Núñez aos jornalistas.

No sábado, a Justiça chilena processou um cidadão israelense de 23 anos, identificado como Roter Singer, que confessou ter provocado de forma involuntária o incêndio que afeta o parque nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena.

O promotor Juan Meléndez confirmou aos jornalistas que o israelita ficou em liberdade provisória e sem poder sair do país por 3 meses, enquanto são realizadas as investigações.

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‘O homem confessou que em uma ação involuntária queimou um pedaço de papel higiênico, o que produziu o incêndio’, disse Meléndez.

Neste domingo foi divulgado que os pais do israelense viajarão ao Chile para estar com o jovem, que aparentemente está em alguma casa da cidade de Punta Arenas.

O incêndio que afeta a Patagônia chilena, a 2 mil quilômetros ao sul de Santiago, começou na quarta-feira, situação que obrigou a retirada de centenas de turistas e trabalhadores da área.

Em fevereiro de 2005, outro incêndio causado por Jiri Smitak, um turista tcheco que utilizou de forma errada um fogareiro, destruiu 13.880 hectares do lugar.

Smitak, que foi preso e processado, pediu perdão pelo fato, e seu Governo financiou de forma voluntária o reflorestamento da área destruída.

O Parque Nacional Torres del Paine, declarado reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco), chega a ter nos meses de verão cerca de 130 mil visitantes, a maioria europeus. EFE

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