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Hungria prende mais um suspeito da morte de 71 refugiados na Áustria

Ao todo, cinco pessoas tiveram prisão preventiva decretada em investigação de tráfico humano

Por Da Redação 30 ago 2015, 17h55

As autoridades húngaras anunciaram neste domingo a prisão de um quinto suspeito de envolvimento na morte de 71 refugiados na Áustria. Em comunicado, a polícia húngara informou que deteve ontem à noite um cidadão da Bulgária que se soma aos outros quatro – três búlgaros e um afegão -, que tiveram a prisão preventiva decretada ontem por um tribunal de Kecskemét.

Enquanto isso, o Centro de Medicina Legal de Viena continua o processo de autópsia dos 71 corpos, possivelmente refugiados sírios, entre eles quatro crianças. Os corpos foram encontrados na quinta-feira em um caminhão frigorífico abandonado na beira da estrada austríaca A4. Os investigadores deverão esclarecer o momento e o lugar exatos das mortes. Se elas aconteceram na Hungria, como se acredita até agora, será a Promotoria de Kecskemét que ficará com o caso. Mas se o lugar tiver sido a Áustria, quem se ocupará da situação será a Promotoria de Eisenstadt.

A ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, anunciou hoje medidas extraordinárias de controle policial nas estradas para lutar contra o tráfico de pessoas. “A mensagem é clara. Os traficantes serão capturados na Áustria e terminarão atrás das grades”, alertou a ministra. Ela advertiu ainda sobre a necessidade de trabalhos de cooperação internacionalmente, já que as redes de tráfico de pessoas se organizam para além das fronteiras nacionais. Prova disso é o caso que veio à tona ontem na Áustria: uma caminhonete interceptada pela polícia perto da fronteira com a Alemanha, onde foram encontrados 26 refugiados, entre eles três crianças que foram hospitalizadas em estado grave por desidratação.

Os refugiados vinham da Síria, do Afeganistão e de Bangladesh e estavam confinados em um espaço estreito com pouca ventilação. A caminhonete tinha placa da Espanha e, por isso, as autoridades austríacas pedirão a colaboração das espanholas para esclarecer o ocorrido.

(Com EFE)

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