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Horacio Cartes: saiba quem é o novo presidente paraguaio

Um dos investidores mais bem-sucedidos do Paraguai é um novato na política

Por Da Redação - 22 abr 2013, 13h39

O novo presidente eleito no Paraguai, o milionário Horacio Cartes, é um novato no mundo da política. Ingressou no Partido Colorado apenas em setembro de 2009, ano em que também se inscreveu pela primeira vez no registro eleitoral – ele nunca tinha votado antes. Em novembro de 2010, fundou o Movimento Honor Colorado (Movimento Honra Colorada), a fim de impulsionar sua candidatura à Presidência do Paraguai, e conseguiu derrubar um pré-requisito que exigia que os candidatos a presidente ou vice estivessem filiados ao partido há dez anos. Nas eleições internas de 9 de dezembro de 2012, derrotou seu principal oponente, Javier Zacarias Irun, por mais de 200.000 votos, tornando-se o candidato oficial do partido.

Cartes nasceu em 5 de julho de 1956, em Assunção, capital do Paraguai. É o terceiro de quatro irmãos. Estudou nos colégios Goethe, Internacional e Cristo Rei, e formou-se como técnico em motores de avião em uma escola americana em Tulsa, Oklahoma. Não tinha 20 anos quando começou a trabalhar como vendedor na empresa de seu pai, a Aerocentro S. A.. Passou a investir em vários negócios e tornou-se o principal acionista de cerca de 25 empresas – que atualmente compõem o Grupo Cartes. Separado da mulher, María Montaña, mãe de seus três filhos, o candidato vive em uma mansão em Assunção.

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No Brasil, o colorado foi citado na CPI da Pirataria, em 2004, que apontou que uma de suas empresas do ramo de tabaco fazia contrabando de cigarros. Em 1985, Cartes chegou a passar três meses na cadeia, acusado de uma milionária evasão de divisas – mais saiu incólume. Executivos ligados a empresas de Cartes também teriam nomes envolvidos em investigações por crimes econômicos no Brasil.

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Eleição – No último domingo, Cartes recebeu 45,91% dos votos, segundo o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), superando o principal rival, o senador governista Efraín Alegre, que ficou com 36,84% e reconheceu a derrota. Cartes assumirá o poder em 15 de agosto, em substituição a Federico Franco, que completou o mandato iniciado em 2008 pelo ex-bispo católico Fernando Lugo, destituído pelo Congresso em 22 de junho de 2012, acusado de “mau desempenho das funções”.

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As eleições representam ao país a chance de superar a crise política que provocou a suspensão do Paraguai dos blocos regionais Mercosul e Unasul e marcam o retorno do hegemônico Partido Colorado ao poder. Antes de ser derrotado por Lugo em 2008, o Partido Colorado, de centro-direita, passou seis décadas no comando, mas é amplamente acusado de corrupção. Seu longo período no poder inclui a ditadura do general Alfredo Stroessner, entre 1954 e 1989.

Em sua campanha, Cartes prometeu reformar o partido, pôr fim ao nepotismo e modernizar a burocracia estatal inchada do Paraguai, que emprega cerca de 10% de todos os trabalhadores. Ele também pretende realizar uma reforma agrária e atrair até 2,7 bilhões de dólares em capital privado para reformar os aeroportos do Paraguai e construir novas rodovias, além de trabalhar para reparar os laços com os países vizinhos.

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