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Homem que adotou namorada para evitar justiça é preso por homicídio

Miami, 23 mar (EFE).- O milionário americano que adotou sua namorada como filha para, supostamente, proteger seus bens de uma possível condenação pode ficar até 30 anos na prisão por dirigir embriagado e causar a morte de um jovem de 23 anos.

O juiz Jeffrey Colbath decretou nesta sexta-feira o ingresso imediato à prisão de John Goodman, fundador do clube internacional de polo Palm Beach, ao norte de Miami.

Segundo a decisão do júri, Goodman é responsável da morte de Scott Patrick Wilson, que se afogou em fevereiro de 2010 quando seu veículo afundou em um canal após um acidente causado pelo milionário.

A acusação sustenta que Goodman conduzia sob os efeitos de mais de uma dúzia de bebidas alcoólicas quando causou o acidente. O milionário, que se declarou inocente, é acusado de homicídio não premeditado e outros crimes relacionados com o acidente.

Os promotores afirmam que Goodman não se deteve em um sinal vermelho e seu veículo se chocou com o automóvel do jovem.

Além disso, a polícia assegura que Goodman esperou uma hora para pedir ajuda e que estava bêbado quando se submeteu ao teste do bafômetro três horas depois.

A condenação pela responsabilidade penal do milionário pode ser definida nas próximas semanas, enquanto a relativa à sua responsabilidade civil foi liquidada com um acordo extrajudicial com os pais do falecido.

Para evitar que a responsabilidade civil do caso afetasse seu patrimônio, Goodman supostamente decidiu adotar como filha sua namorada Heather Laruso Hutchins, de 42 anos, no dia 13 de outubro de 2011 em um tribunal de Miami-Dade.

Segundo os advogados dos pais de Wilson, essa iniciativa foi uma estratégia para proteger seus bens dos possíveis efeitos do processo, algo que o juiz encarregado do caso disse que não tinha ‘precedentes’.

Segundo os documentos de adoção, Heather tinha direito imediato a pelo menos um terço de um fundo de fideicomisso estabelecido para os dois filhos mais novos de Goodman.

Dan Bachi, advogado civil de Goodman, disse que a adoção da namorada foi realizada para garantir a futura estabilidade das crianças e dos investimentos da família e que não tinha nada a ver com o processo. EFE