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Homem morto com a família na França era refugiado do regime de Hussein

Saad Al Hilli, que dirigia o carro, nasceu no Iraque e morava na Inglaterra havia mais de 20 anos. Vizinhos afirmam que a família não tinha inimigos

Por Da Redação - 6 set 2012, 19h19

A polícia francesa identificou o homem assassinado dentro de um carro, com placas da Inglaterra, nas proximidades do Lago Annecy, em Haute-Savoie, no leste da França. Trata-se de Saad Al Hilli, um engenheiro de 50 anos, informou o jornal britânico Daily Telegraph. Além de Al Hilli, foram mortos a esposa, chamada Ikbal, e a sogra dele e, fora do carro, um ciclista, morador de uma cidade vizinha ao local do crime. Uma filha da vítima, de 8 anos, foi baleada e está internada e a outra, de 4, ficou escondida por oito horas sob os corpos.

Segundo o Telegraph, Al Hilli — que estava na França em férias, acampando com a família — nasceu no Iraque, mas vivia em Claygate, ao sul de Londres, desde a década de 90. Seus pais se instalaram ali após fugirem do regime do ditador Saddam Hussein. A família se estabeleceu em uma casa de tijolos à vista, ligada a um jardim. A mãe de Al Hilli morreu em 2002 e, seu pai, no ano passado.

George Aicolina, que mora próximo à casa das vítimas, disse que o engenheiro era apaixonado por Ikbal, que conheceu há dez anos em Dubai. A mulher de Al Hilli era dentista no país árabe e, com a mudança para a Inglaterra, virou dona de casa. Mas estava estudando para conseguir autorização para atuar no país.

Vizinhos dizem que a família não tinha inimigos e mantinha uma relação tranquila com os demais moradores da região. Al Hilli adorava andar de bicicleta. Segundo Aicolina, todas as vezes que tinha oportunidade, o engenheiro ia acampar com a família. “Eles eram uma família muito feliz e gentil”, disse, acrescentando que não acredita que os vizinhos foram assassinados por vingança.

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Apesar de Al Hilli ter trabalhado com satélites em uma empresa ligada à universidade de Surrey, o jornal francês Le Monde afirma que seus chefes disseram que o iraquiano não tinha conhecimento de segredos importantes – que pudessem estar relacionados com o crime. A polícia francesa afirma que ainda não tem pistas para solucionar a chacina – as autoridades sequer quiseram confirmar oficialmente a identidade das vítimas: dizem que esperam ainda o resultado do exame de DNA.

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