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Hollande e Rajoy concordam em apostar no crescimento e reforçar bancos

Por Da Redação - 23 maio 2012, 13h11

Paris, 23 mai (EFE).- O chefe de Estado francês, François Hollande, e o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, concordaram nesta quarta-feira em destacar a necessidade de tomar medidas que estimulem o crescimento econômico na União Europeia (UE) e em reforçar o sistema bancário para tornar a dívida sustentável.

Rajoy e Hollande realizaram em Paris sua primeira reunião antes de viajar para Bruxelas para participar ainda esta noite de uma cúpula informal do bloco europeu.

Em entrevista coletiva após seu almoço de trabalho, centrado principalmente na situação na zona do euro, ambos consideraram que há possibilidades de chegar a acordos nessas duas prioridades.

Rajoy ressaltou que a Espanha outorga máxima urgência a ‘garantir liquidez, financiamento e sustentabilidade para a dívida’, porque, segundo ele, os atuais diferenciais na Europa fazem com que seja ‘muito complicado que as políticas de controle do déficit surtam efeito’.

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E esse tema, junto com a ‘preocupação pelo crescimento’ econômico, segundo Hollande, serão dois dos assuntos que estarão presentes na cúpula de Bruxelas.

A ‘curtíssimo prazo’, no entanto, para o líder espanhol é necessário resolver a questão da sustentabilidade e financiamento, que permita abordar posteriormente assuntos como a integração econômica e a criação de eurobônus para atenuar o alto endividamento de alguns países.

Rajoy considerou ainda que para sair da crise é preciso antes de tudo ‘certeza’, não apenas com o controle orçamentário, mas se requerem também políticas que estimulem o crescimento e reformas que conduzam a uma maior flexibilidade da economia.

Nesse comparecimento ‘cordial’, Rajoy ressaltou que a Espanha não tem nenhum interesse e não deseja utilizar fundos da UE ‘nem de outro organismo’ para eventualmente recapitalizar os bancos com dificuldades, e antecipou, sem oferecer detalhes, que há instrumentos mais rápidos para solucionar os problemas de financiamento. EFE

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