BLACK FRIDAY: Assine VEJA por 1,00/semana

Hispânicos são os que mais morrem de coronavírus em NY

Apesar de representarem apenas 29% da população, latinos respondem por mais de um terço dos óbitos devido ao menor acesso à saúde

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h25 - Publicado em 9 abr 2020, 15h45

A população hispânica de  Nova York, nos Estados Unidos, é a que mais morre devido ao coronavírus, segundo dados do Departamento de Saúde do Estado, atualizados pela última vez na quarta-feira 8. Apesar de representarem 29% da população do estado, os hispânicos constituem 34% dos mortos pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

Os afro-americanos também estão entre os mais vulneráveis. Porém, menor em comparação com os latino-americanos, portanto, é evidente nesse estado americano, o mais atingido pela pandemia. Os negros compõem 22% da população e respondem por 28% dos mortos.

Já os brancos, 32% da população de Nova York, compõem 27% dos mortos pelo coronavírus. Asiáticos – 14% dos nova-iorquinos – configuram 7% das fatalidades. No estado, já foram confirmados 149.401 casos de coronavírus e 6.268 pessoas morreram, segundo levantamento do jornal americano The New York Times. Ou seja, quase 50% dos infectados dos Estados Unidos concentram-se lá.

O governador Andrew Cuomo justificou os dados dizendo ser “provavelmente” maior a presença das minorias hispânica e afro-americana nos serviços de saúde que permanecem abertos é maior e prometeu “investigar” a hipótese.

Bill De Blasio, prefeito da cidade de Nova York, atribuiu a maior fatalidade entre hispânicos à desigualdade social da metrópole. Tradicionalmente, eles vivem nos bairros mais pobres – Queens, Harlem e Brooklyn –, têm acesso menor ao sistema de saúde que o cidadão médio e sofrem mais doenças crônicas, como diabetesasma e doenças cardiovasculares, que agravam o risco para a Covid-19.

Continua após a publicidade

“Há desigualdades claras em como essa doença está afetando as pessoas de nossa cidade”, disse De Blasio. “A verdade é que, de muitas maneiras, os efeitos negativos do coronavírus, a dor que ele está causando, a morte que está causando têm a ver com outras profundas disparidades que vimos há anos e décadas.”

O prefeito também sugeriu, segundo o jornal espanhol El País, que os nova-iorquinos hispânicos podem pensar duas vezes antes de ir a um médico, devido “à retórica anti-imigração do país”.

Um levantamento do Times indicou que a elevada incidência e fatalidade por coronavírus entre afro-americanos em todo o país passa pelos mesmos motivos – exceto a questão imigratória. De acordo com a publicação, populações menos favorecidas fazem parte da força de trabalho que não pode optar por realizar suas atividades em casa. O percurso para ir ao trabalho, portanto, os expõem ao coronavírus, que se espalha muito facilmente pelo ar.

Outros fatores, como falta de acesso à assistência de saúde e a alimentos mais saudáveis, que são mais caros nos Estados Unidos, e a expectativa de vida mais baixa também contribuem para uma maior taxa de infecção e de mortes.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes. Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Veja pelo melhor preço do ano!

Assinando um dos títulos Abril você também tem acesso aos conteúdos digitais de todos os outros*
Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo

Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

a partir de R$ 1,00/semana **
(56% de desconto)

ou

a partir de R$ 1,00/semana **
(56% de desconto no pagamento único anual de R$52)

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

a partir de R$ 37,90/mês

*Acesso digital ilimitado aos sites e às edições das revistas digitais nos apps: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH. **Pagamento único anual de R$52, equivalente à R$1 por semana.