Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Hipopótamos de Pablo Escobar serão abatidos na Colômbia

Entre os 166 animais, 20 serão esterilizados, outros serão transferidos para o exterior e 'alguns' serão sacrificados, informou a ministra do Ambiente

Por Da Redação
Atualizado em 3 nov 2023, 17h43 - Publicado em 3 nov 2023, 15h18

A ministra do Ambiente da Colômbia, Susana Muhamad, informou nesta quinta-feira 2 que parte dos 166 hipopótamos descendentes do rebanho cultivado pelo traficante Pablo Escobar será abatida em razão do descontrole na reprodução. Entre o número total, 20 serão esterilizados, outros serão transferidos para o exterior e “alguns” serão sacrificados.

“Estamos trabalhando no protocolo para a exportação dos animais”, disse Muhamad, acrescentando que a eutanásia é o último recurso a ser acionado. “Não vamos exportar um único animal se não houver autorização da autoridade ambiental do outro país.”

O chefe do cartel de Medellín importou os animais para o seu zoológico particular na Hacienda Nápoles, localizada no município colombiano de Puerto Triunfo. Após a sua morte, em um tiroteio com a polícia em 1993, a fazenda foi entregue aos moradores pobres pelo governo, e os hipopótamos foram deixados em liberdade por serem difíceis de capturar.

+ Colômbia expande buscas por pai sequestrado de jogador do Liverpool

Continua após a publicidade

Há anos, as autoridades locais procuram conter a explosão populacional no principal rio da Colômbia, o Magdalena. As medidas, que incluíram esterilização e transferência para zoológicos ao redor do mundo, não provocaram os efeitos desejados. As estimativas locais indicam que eles chegarão à casa dos milhares até 2035 caso nenhuma medida de controle seja promovida.

A falta de predadores naturais e a existência da região pantanosa de Antioquia, no noroeste do país, proporcionam as condições perfeitas para a reprodução incessante do animal nativo africano. O boom de hipopótamos fez com que eles fossem declarados uma espécie invasora no ano passado, uma vez que representariam uma ameaça aos seres humanos e aos animais naturais da região.

Em contrapartida, ativistas argumentam que a esterilização promove sofrimento para os hipopótamos e é perigosa para os veterinários – os animais são os maiores no âmbito terrestre, além de serem os mais agressivos, provocando a morte de cerca de 500 pessoas anualmente. As comunidades de pescadores do Rio Magdalena foram atacadas e alguns dos mamíferos invadiram o pátio de uma escola, mas não foram registradas vítimas.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.